O setor sucroenenergético
brasileiro vive um momento importante. Além da alta no consumo de etanol em
relação à gasolina, deve ser beneficiado com a implementação do RenovaBio,
política que vai ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz
energética e estimular a redução de emissão de carbono, seguindo os objetivos
do Acordo de Paris.
Mas enquanto aguardam o governo definir as metas de
produção de cada setor para 2030 e veem com otimismo o programa, as usinas
lidam com uma preocupação que, a cada ano, se mostra mais relevante: o
envelhecimento dos canaviais.
O problema está diretamente ligado à queda de
produtividade da lavoura. No resultado de 2016/2017, o Centro-Sul, maior região
produtora do país, moeu 76,6 toneladas por hectare, cerca de 10% a menos em
relação à média histórica, de 85 toneladas/hectare.
Um canavial é produtivo por até oito anos e precisa de outros cinco para
encontrar seu ponto de equilíbrio a partir da renovação das mudas, explica Antônio
de Pádua Rodrigues, diretor da Única de Ribeirão Preto.




