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Câncer de próstata: campanha Novembro Azul chama a atenção para a saúde do homem

Problemas causados pela doença podem ser evitados com medidas simples e acesso igualitário à informação, diz campanha já lançada

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Na segunda-feira novembro chega com a campanha Novembro Azul, um alerta para o tratamento do câncer de próstata.

As ações se voltam para a conscientização sobre o câncer de próstata, que em 2020 acometeu mais de 65 mil homens no Brasil e, em 2019, matou 16 mil.

O grande foco dessa campanha, que permanece por todo mês de novembro, é a detecção precoce da doença em um nível curável, pois desta forma é possível curar o câncer, uma coisa que alguns anos atrás parecia impossível.

O oncologista Paulo Gustavo Bergerot disse, em entrevista à TV Brasília e publicada jornal Correio Braziliense, que o câncer de próstata não é o que mais mata, mas é o mais prevalente.

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Detecção precoce

“A incidência vem crescendo nos últimos anos devido a uma série de fatores. Possivelmente, a doença vem se tornando mais comum, mas não necessariamente isso. Grande parte desse aumento do número de casos é devido a um aumento da detecção precoce da doença”, explica.

Para Bergerot, é importante divulgar informações sobre prevenção e tratamento da doença.

“A incidência do câncer de próstata é bastante alta, para homens com mais idade é o câncer mais incidente na população masculina”, afirma.

Ele esclarece que “dentro da saúde de jovens e adolescentes, o câncer mais comum é o de testículos, um câncer que, no geral, aparece a partir de sintomas diferentes do de próstata, em que o homem fica assintomático, principalmente nas fases iniciais, até ele se tornar avançado”, esclarece.

Autoexame

Segundo o médico, o câncer de testículos apresenta sintomas, por isso é importante promover o autoexame.

“Embora seja o câncer mais comum entre os homens jovens, na população, em geral, ele é incomum. Acho que não justificaria uma grande preocupação da comunidade como um todo, fazendo campanhas, é uma situação bastante rara. O câncer de próstata, no homem, é o mais comum”, completa o oncologista.

De acordo com o oncologista, é muito importante tratar a saúde do homem desde cedo.

“Por exemplo, as meninas, quando ficam adolescentes e passam para a vida adulta, precisam de uma rotina com o ginecologista”, explica.

Por isso, na sua opinião “talvez a questão do urologista em idade jovem não precise ser tão frequente, mas é necessário quebrar alguns tabus em relação ao autocuidado masculino”, comenta o médico, que sugere exame periódicos com intervalos de cinco anos.