O câncer de pulmão é a neoplasia que mais mata ao redor do mundo, de acordo com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) são 1,76 milhão de óbitos no mundo e 90% dos casos da doença são provocados pelo tabagismo, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
Há 33 anos, o Ministério da Saúde instituiu o dia 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo, com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade a respeito dos danos causados pelo tabaco.
Apesar de o Brasil ter implantado as seis medidas estabelecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para o controle do tabagismo, cerca de 12% da população do país ainda é fumante. Dados da pesquisa Vigitel 2018 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, mostram que só em São Paulo, 15,6% dos homens e 9,8% das mulheres são fumantes.
De acordo com o oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Carlos Henrique Teixeira, cerca de 70% dos cânceres de pulmão são diagnosticados em estágio avançado ou localmente avançado, ou seja, quando a cirurgia deixa de ser curativa. O especialista afirma que o diagnóstico em estágios iniciais pode ser incrementado através de programas de rastreamento. Esta detecção mais precoce e anterior ao início de algum sintoma pode resultar em 20% de redução de mortalidade pelo câncer de pulmão, conforme estudos mais recentes.




