Fafá de Belém está mais política em seu novo álbum, ‘Humana’, e comentou sobre a eleição de Jair Bolsonaro no pleito de 2018.
A cantora conversou com a revista ‘Veja’ sobre o trabalho e se eximiu da culpa de Jair Bolsonaro estar na presidência. “Muita gente acha que votei no Bolsonaro. Esse pecado eu não cometi. Justifiquei meu voto, porque estava em Belém e moro em São Paulo. Nunca fui de direita, e o PT foi um partido que todos nós um dia abraçamos. Comemoramos no meio da rua a vitória do Lula. Mas essa fase foi tão complicada… (Os governos petistas) acabaram com a Petrobras. A esquerda passou por um processo de autofagia. Aí veio uma proposta completamente contrária. Somos hoje um povo separado pela ideologia.”
Ditadura Militar
Uma das faixas do trabalho é uma regravação de ‘Revelação’, de Fagner, originalmente gravada nos anos 70, em plena ditadura militar. “Ela se conecta muito com o tempo atual, em que as pessoas defendem bandeiras sem saber direito o que significam e cobram um posicionamento dos outros. Fiquei quieta durante o impeachment da Dilma (Rousseff) e o governo do (Michel) Temer, apesar de ter sido cobrada pela direita e pela esquerda. E vou continuar na minha agora.”
País dividido
Avaliando a polaridade que o país está dividido, ela avalia: “A polarização nos separou como se fôssemos dois povos distintos. Canto ‘Toda Forma de Amor’, do Lulu Santos, porque a gente deve começar a olhar com mais simpatia um para o outro. Político se troca, religião cada um defende a sua, mas permanecemos um povo colorido e sorridente. Não sou de panelas, não sou de grupos. Eu quero ser livre.”




