
Assim como na brincadeira de fantasias de
bandido e mocinho, cada carnaval surge um novo vilão nas paradas de sucesso. Já
foram a bola da vez o mosquito da dengue, o calor, o xixi na rua, lixo… Esse
ano, muita gente foi impactada nas redes sociais com textos de conteúdo crítico
ao uso de glitter e purpurina. Por ser formado por pedaços de plásticos
copolímeros, dióxido de titânio e outros materiais metálicos; nada disso pode
ser reciclado e o tempo de decomposição é muito grande, sendo danoso ao meio
ambiente. E como é possível imaginar, também pode fazer muito mal à pele. Mas
não precisa deixar de brilhar! A dermatologista carioca Livia Pino dá dicas do
que pode e não pode ser usado nos dias de folia.
“Independentemente do que cada um for
fazer neste carnaval, o mais importante é não deixar os cuidados de lado para
garantir saúde e energia para outras tantas festas que virão”, destaca a
médica.
Glitter – “Evite ao máximo usar purpurina e tintas
diretamente na pele. Esses materiais possuem muitos corantes e outras
substâncias que podem dar alergia. Recomendo a opção por maquiagens de boas
marcas que contenham brilho e cor na sua composição. Esses produtos são mais
seguros porque já passaram por testes na Anvisa e são certificados. Ainda
assim, você não está livre de ter alergias e o ideal é fazer um teste, pelo
menos dois dias antes de usar. Basta passar no punho e esperar para saber se
terá qualquer reação. Sugiro também usar sempre uma base ou pó para funcionar
como uma barreira de proteção entre o glitter e a pele. E não use tintas e
brilhos comprados, por exemplo, em papelarias. Estes são produtos feitos para
uso em papel e tecido e são tóxicos à pele”, orienta a dermatologista
Livia Pino.




