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Cássia e Passos lucram com produção de maracujá que é vendido para suco Maguary

Produtores plantaram, em média, 35 hectares de maracujá azedo. Previsão de colheita é dezembro

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Produtores rurais do Sul de Minas estão investindo no plantio de maracujá como opção para diversificar a produção e garantir mais renda. 

Aproximadamente 30 produtores dos municípios de Alpinópolis, Cássia, Fortaleza de Minas, Guapé, Ilicínea e Passos assinaram contrato de venda com a Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos (Ebba), fabricante do suco Maguary, e têm comercialização garantida.

O gerente da Unidade Regional da Emater-MG de Passos, Frederico Ozanam de Souza, explica que o objetivo é buscar uma alternativa às práticas das culturas dominantes, centradas na cafeicultura e bovinocultura de leite e corte.

“Faz parte da atividade da Emater-MG buscar alternativas para fortalecer a atividade rural, com geração de renda e qualidade de vida. Em uma região em que predominam certas atividades, a parceria com a Maguary foi uma alternativa de intensificar a fruticultura na região e criar alternativas de renda”, destaca.

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Os produtores plantaram neste ano, em média, 35 hectares de maracujá azedo com previsão de colheita para dezembro. O contrato acertado prevê o preço mínimo de compra da produção por R$ 1,30 o quilo de maracujá. O transporte até a fábrica localizada em Araguari, no Triângulo Mineiro, e a embalagem são de responsabilidade da fabricante de sucos.

“No começo o combinado é que o fabricante irá buscar a produção de 15 em 15 dias. E, de acordo com o crescimento da produção os intervalos vão diminuindo. É uma renda garantida para os produtores, com certeza de comercialização, e uma grande chance de crescimento”, ressalta o gerente da Emater-MG.

Capacitação para produzir

O produtor rural Francisco Gonçalves de Paula, do município de Alpinópolis, produz café em parceria com os irmãos e nunca havia trabalhado com fruticultura.

Um dos responsáveis pela parceria, o produtor estava atrás de novas opções de renda e ficou sabendo de uma oportunidade de comercialização para Maguary. 

“Procuramos a Emater-MG e fomos juntos até a fábrica com o objetivo de criar alternativas de produção e tentar agregar valor aos nossos produtos”, conta.

Os agricultores que participam do projeto além da garantia de venda da safra, possuem assistência técnica e capacitação fornecida pela fabricante. 

Segundo o supervisor de compras da Ebba, Hércules José Oliveira, os produtores também recebem um pacote tecnológico desenvolvido para atender as exigências de mercado.

“Os produtores trabalham com mudas desenvolvidas para a indústria, com características rústicas e alta capacidade produtiva e com resistências a pragas. As mudas são fornecidas por parceiros com preços acessíveis aos produtores”, destaca.

Como a produção de maracujá é uma atividade nova na região, os técnicos da Emater-MG também acompanham as capacitações para atuar junto aos produtores.

“Realizamos reuniões e dias de campo com a presença da Emater-MG, que acompanha o dia-a-dia dos produtores. Nos colocamos à disposição para estar presente e orientar no processo de plantio e sanar as dúvidas. A Emater-MG já uma parceira antiga e muito importante”, ressalta Hércules.

Se para os produtores rurais a parceria é boa porque garante a comercialização da produção e o aumento da renda, para a Ebba a parceria garante uma fruta de qualidade. 

A tecnologia utilizada pelos produtores do Sul de Minas é desenvolvida para fornecer um fruto voltado para a indústria.

“Compramos produção de diversos estados, como por exemplo Santa Catarina. Mas a produção desenvolvida com nosso pacote tecnológico possui mais qualidade”, garante o gerente de compras da Ebba.

Outra vantagem para os produtores que ingressam na parceria é que o acordo garante um valor futuro de produção. A produção que será colhida a partir de dezembro já tem o valor mínimo acertado desde o plantio, feito em março. 

Em 2017, no novo processo de plantio, o valor será ajustado e garantido para a nova safra

Cesar Colleti

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