O prefeito Gilson de Souza (DEM) está entre a cruz e a espada. Fazer sua parte como gestor e doar um terreno do município para a construção de 500 casas populares e dar cartaz a rivais políticos ou não ceder e entrar em rota de colisão com o interesse de cinco centenas de famílias carentes.
A situação é a seguinte: a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), órgão da Secretaria Estadual da Habitação, sinalizou, na manhã desta quarta-feira, que pode construir ao menos 500 unidades habitacionais em Franca. Ocorre que, para isso, depende de doação, por parte da Prefeitura de Franca, de terreno que possa receber as moradias.
O anúncio foi feito durante reunião em São Paulo, da qual participaram quatro desafetos políticos de Gilson de Souza: o presidente da Câmara Municipal de Franca, Marco Garcia (PPS), os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Kaká (PSDB) e o deputado estadual Roberto Engler (PSDB). Também estavam presentes o diretor técnico da CDHU, Aguinaldo Lopes Quintana Neto, e o superintendente de obras do interior, engenheiro Antônio Carlos Trevisani.
O filho de Gilson de Souza, Gilsinho de Souza, que é diretor da CDHU, em cargo comissionado, não participou da reunião, assim como nenhum representante da administração municipal.




