O prefeito Gilson de Souza (DEM) está entre a cruz e a espada. Fazer sua parte como gestor e doar um terreno do município para a construção de 500 casas populares e dar cartaz a rivais políticos ou não ceder e entrar em rota de colisão com o interesse de cinco centenas de famílias carentes.
A situação é a seguinte: a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), órgão da Secretaria Estadual da Habitação, sinalizou, na manhã desta quarta-feira, que pode construir ao menos 500 unidades habitacionais em Franca. Ocorre que, para isso, depende de doação, por parte da Prefeitura de Franca, de terreno que possa receber as moradias.
O anúncio foi feito durante reunião em São Paulo, da qual participaram quatro desafetos políticos de Gilson de Souza: o presidente da Câmara Municipal de Franca, Marco Garcia (PPS), os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Kaká (PSDB) e o deputado estadual Roberto Engler (PSDB). Também estavam presentes o diretor técnico da CDHU, Aguinaldo Lopes Quintana Neto, e o superintendente de obras do interior, engenheiro Antônio Carlos Trevisani.
O filho de Gilson de Souza, Gilsinho de Souza, que é diretor da CDHU, em cargo comissionado, não participou da reunião, assim como nenhum representante da administração municipal.
A construção de moradias em Franca seria possível com recursos estaduais do Orçamento da companhia para 2018, desde que os trâmites necessários para cessão do terreno fossem cumpridos rapidamente. Estima-se que, para a construção de 500 unidades, seja necessária a disponibilização de uma área de ao menos 30 mil metros quadrados.
A concretização de uma parceria é alternativa favorável para atender a demanda por moradias da população de baixa renda de Franca, uma vez que mais de 90% das prestações mensais cobradas nos empreendimentos da CDHU variam entre os valores de R$ 150 e R$ 400 mensais, sem necessidade de nenhum tipo de adiantamento ou entrada por parte do mutuário. O valor das parcelas varia conforme a renda da família contemplada.
Os políticos que participaram da reunião, otimistas como o posicionamento da CDHU, jogaram agora a “batata quente” para o prefeito de Franca.
“Moradia é de suma importância para a população e entendo que é nossa obrigação, enquanto detentores de cargos eletivos, buscar projetos viáveis junto aos órgãos de habitação para suprir a necessidade dos francanos”, afirmou Marco Garcia.
“As vantagens do modelo da CDHU são claras. Obtendo a resposta do prefeito Gilson de Souza de que o município se dispõe a oferecer a área necessária, poderemos avançar nas tratativas políticas necessárias para que Franca seja beneficia com essas moradias”, disse o vereador Adérmis Marini.
Para Kaká, a reunião foi positiva e agora só dependerá do governo municipal para que as moradias se tornem realidade. “É uma das grandes necessidades das pessoas, principalmente das mais carentes, de ter sua casa própria, seu apartamento. Vamos nos esforçar para que tudo dê certo”, afirmou.



