A Comissão Especial de Inquérito instaurada na Câmara Municipal de Franca para investigar a atuação do ICV (Instituto Ciências da Vida) nos prontos-socorros de Franca por um período, contratada pela Prefeitura, ouviu mais duas testemunhas nesta noite. Trata-se da funcionária púbica Roberta da Cunha, que trabalhava no PS “Álvaro Azzuz”, e Rose Vilela, assistente da secretária de Saúde, Rosane Moscardini.
Segundo o presidente da CEI, vereador Márcio do Flórida (PT), o depoimento de Roberta confirmou denúncias já realizadas nas oitivas anteriores. “Ela afirmou que não havia controle da Secretaria sobre os médicos contratados para o serviço de urgência e emergência que o ICV assumiu no PS, tanto quanto aos serviços como às jornadas de trabalho”, disse Márcio.
Quanto ao depoimento de Rose, que foi acompanhado também pelo relator da CEI, Daniel Radaeli (PMDB), o presidente da comissão disse que foi pautado pela defesa da administração municipal. “A testemunha afirmou que cabia ao ICV controlar as jornadas e que não havia o conhecimento da Secretaria de Saúde quanto a possíveis irregularidades”, explicou.
A próxima testemunha a ser ouvida pelos membros da CEI é a própria secretária Rosane Moscardini, cuja convocação será feita para a próxima semana, possivelmente na quarta ou quinta-feira. Em seguida, o foco dos vereadores será na conclusão do relatório final, que será, posteriormente, encaminhado para apreciação do plenário.



