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Cemig alerta que produto eletrônico ineficiente pode gerar custo na conta de energia

Verificar a eficiência energética do equipamento eletrônico é fundamental para evitar despesas adicionais na conta de luz

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Com o aumento na procura por equipamentos eletrônicos, como geladeiras, máquinas de lavar, ar condicionado, televisores e outros, a Cemig alerta que o desconto obtido nas lojas pode ser rapidamente perdido se a eficiência energética do aparelho não for observada no momento da compra.

De acordo com Welhiton Adriano, Engenheiro de Eficiência Energética da Companhia, muitas pessoas focam apenas no preço promocional e acabam levando para casa produtos que gastam mais energia ao longo de toda a vida útil do equipamento.

Segundo o especialista, a escolha consciente começa pela análise da potência do equipamento e pelo tempo médio de uso. Ele reforça que o cliente tem dois caminhos para evitar diminuir o consumo de energia: reduzir o tempo de funcionamento dos aparelhos ou optar por modelos mais eficientes (com potências menores).

Ao comparar itens semelhantes, é recomendado priorizar os que consomem menos energia. Um equipamento barato, mas ineficiente, pode pesar na conta de luz por vários anos.

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Olho no Selo Procel

Welhiton Adriano destaca também a importância de buscar produtos com o Selo Procel ou com a classificação “A” na etiqueta do Inmetro, que garantem melhor desempenho energético.

O Selo Procel, criado na década de 1990, indica que o produto está entre os mais econômicos da categoria e pode ser encontrado em geladeiras, lavadoras, televisores, aparelhos de ar-condicionado, micro-ondas, lâmpadas e até sistemas de energia solar.

Classificação 

Durante a compra, o preço costuma ser o principal atrativo, mas modelos muito mais baratos que os similares podem apresentar baixa eficiência.

Para identificar isso, é essencial consultar a tabela ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia), do Inmetro, que classifica os equipamentos de A (mais eficientes) a G (menos eficientes).

Se o aparelho estiver mal classificado, o desconto inicial pode não compensar, já que o consumo elevado tende a anular rapidamente a economia da compra.

Nas compras online, o cuidado deve ser redobrado, porque muitas páginas de e-commerce não exibem informações completas sobre eficiência energética. É recomendado conferir o modelo no site do fabricante ou em fontes confiáveis antes de finalizar o pedido.

Para Welhiton Adriano, adquirir um equipamento é como firmar um contrato de longo prazo. Um produto ineficiente gera custos adicionais durante anos, e a escolha por modelos com melhor eficiência é a forma mais segura de evitar surpresas desagradáveis na conta de energia.

Equipamento ineficiente vira “aluguel mensal” na conta de energia

Comprar um equipamento menos eficiente pode transformar o aparente desconto da loja em um gasto contínuo para o consumidor.

De acordo com Welhiton Adriano, quando o cliente escolhe um aparelho que consome mais energia, ele assume um “compromisso financeiro” que se repete mês a mês, durante toda a vida útil do produto. É como se estivesse contratando um “aluguel” adicional na conta de luz.

“O consumidor muitas vezes se empolga com a oferta e leva o produto mais barato, mas não percebe que está assumindo um compromisso permanente. Um aparelho que gasta mais energia funciona como um aluguel escondido: a cada mês, ele cobra um valor extra na conta de luz. Quando somamos esse custo ao longo de dez ou quinze anos de uso, o prejuízo pode ser bastante grande”, afirma o especialista da Cemig.

Essa diferença pode fazer com que a economia obtida na compra desapareça rapidamente. Para itens que funcionam diariamente, como geladeiras, máquinas de lavar e televisores, o gasto extra acumulado ao longo dos anos pode até superar o valor pago pelo equipamento.