O Conselho Federal de Medicina regulamentou o atendimento médico
em casa por meio de aplicativos de celulares. É a tecnologia dos aplicativos
que chega a esse tipo de serviço. E por enquanto, os médicos que atendem pelo
aplicativo não aceitam planos de saúde. Mas para funcionar, os apps devem
seguir regras bem claras.
Entre as normas fixadas estão: a
exigência de que todos os especialistas anunciados sejam efetivamente
preparados para atuar na área; a existência de um diretor-técnico que seja
médico; o arquivamento de prontuários de atendimento; e a inscrição em
conselhos regionais de medicina (CRM). “Esses APPs devem orientar seus médicos
cadastrados a arquivarem (em meio físico ou digital) os prontuários dos
pacientes. Esse ato obrigatório visa assegurar que as informações coletadas em
diferentes consultas possam ser usadas por outros médicos, permitindo o
acompanhamento de tratamentos”, informou o conselho, por meio de nota.
De acordo com o comunicado, o CFM
considera ético esse tipo de serviço, mas orienta que os profissionais de saúde
não firmem contrato com operadoras que estejam em desacordo com o normativo
publicado pelo órgão. “A indicação do diretor-técnico médico é imprescindível,
na avaliação do plenário do CFM, pois é esse profissional que responderá, em
última instância, pela qualidade do atendimento. Ou seja, caberá a ele, por
exemplo, assegurar que todo médico anunciado pela plataforma seja inscrito no
CRM e que observe o cumprimento dos critérios para o exercício ético da
medicina.”
Outra medida considerada
importante pelo conselho é a determinação de que apenas médicos com Registro de
Qualificação de Especialidade possam atender nas áreas para as quais se
habilitam. Um profissional que se anuncia ginecologista, por exemplo, deverá
provar que possui o número, concedido apenas a especialistas.




