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Chocolate amargo ajuda a melhorar a circulação – branco e ao leite pioram

Com, no mínimo 70% de cacau, chocolate amargo tem efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes e outros

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Chocólotras de plantão
podem comemorar: dá para escolher um bom chocolate sem adquirir ou piorar
problemas de saúde. “O chocolate pode, sim, ser uma boa opção desde que você
saiba consumir no tipo certo, com a concentração ideal de cacau e na porção diária
correta”, explica a angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade
Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Segundo a médica, a barra de
chocolate ou bombons e doces podem ter vários componentes, como cacau, açúcar,
gorduras e até oleaginosas como avelã, nozes e castanhas, que são fontes de
vitaminas e minerais. “A concentração de cada um desses ingredientes é o que
vai determinar o benefício ou malefício para o consumo”, afirma. A médica cita
abaixo as diferenças principais entre eles:

Chocolate ao leite – sem quantidade
significativa de cacau, o chocolate ao leite não traz benefícios à saúde. E os
exageros são perigosos: “O açúcar está relacionado com a obesidade e com a
diabetes mellitus. Estudos mais recentes vêm apontando o carboidrato, o açúcar,
como grande vilão também para o aumento de colesterol. Com o diabetes, podemos
desenvolver problemas arteriais, causar um espessamento e acúmulo de placas de
gordura dentro da parede das artérias, o que pode causar seu entupimento.
Dependendo de qual lugar do corpo isso acontece (de qual artéria foi afetada),
você pode manifestar um infarto, um derrame ou com aquele problema de
claudicação – que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque
falta sangue nas pernas”, afirma.

A gordura também favorece o aumento
do colesterol e um processo de aterosclerose. “O grande problema da lesão
arterial principalmente é que às vezes é uma questão silenciosa: o colesterol
aumentado pode não dar sintoma nenhum, só que aos poucos vai entupindo a sua
artéria. Então às vezes a sua primeira manifestação vai ser um infarto ou um
derrame, então você não tem muito o que fazer para prevenir. Eu falo que é uma
doença que vem silenciosa e quando se manifesta já causa um problema sério”,
alerta. Então esse tipo de chocolate deve ser consumido com parcimônia, em
doses pequenas.

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Amargo – o chocolate com, no mínimo,
70% de cacau tem efeitos anti-inflamatórios, propriedades antioxidantes,
atividades antiplaquetárias, com melhora da função vascular e, além disso, está
ligado, segundo estudos, a uma melhora na disposição, funcionamento cerebral e
redução da vontade de comer doces. “Ele atua contra os danos no DNA celular,
tem ação vasodilatadora e previne a formação de placa de gordura dentro das
artérias”, explica a médica. “Por conta dos flavonoides presentes no cacau – e
sua ação antioxidante com benefícios comprovados para a circulação, há a
redução dos riscos de doenças vasculares, redução do mau colesterol (LDL) e
aumento discreto do bom (HDL), além da diminuição do risco de doenças
vasculares e melhora no envelhecimento da pele”, afirma. Mas atenção: a porção
diária recomendada é de 30g ao dia, portanto uma barra de chocolate pode ser
ingerida, em média, em uma semana para aproveitar ao máximo os benefícios.

Meio Amargo – com concentração
significativa de cacau (acima de 40%), esse chocolate tem mais açúcar que a
versão amarga, mas também traz benefícios antioxidantes. “É uma opção
interessante e mais saborosa para quem não gosta do chocolate amargo. As versões
com avelã, nozes ou castanhas fornecem vitaminas e minerais importantes, que
têm ação antioxidante e melhoram a circulação sanguínea.” Também é necessário
ficar de olho na porção diária, também de 30g.

Branco – produzido com manteiga de
cacau, a gordura obtida das sementes durante a fabricação do chocolate, esse
chocolate é mais calórico e rico em gorduras. Mas cuidado, alguns chocolates
brancos sequer têm algum resquício de cacau na composição. “Esses são
produzidos apenas com óleos vegetais hidrogenados, cujo consumo resulta no
aumento dos níveis do mau colesterol (LDL) e na redução do bom colesterol
(HDL). Por isso, mesmo se você optar por esse tipo de chocolate, vale a pena
dar uma olhada no rótulo”, afirma. Como é rico em açúcar e gordura, o chocolate
branco também favorece a inflamação, o que pode retardar a circulação e
colaborar para o aparecimento de doenças circulatórias. É um tipo de chocolate
que deve ser consumido com muita restrição.

Diet – os chocolates Diet também
apresentam um risco, pois trazem maior quantidade de gordura, segundo a médica.
Por isso, seu consumo deve ser indicado para quem tem diabetes e mesmo assim
uma boa olhada no rótulo é essencial.

Com oleaginosas – apesar de adicionar
mais calorias ao chocolate, as castanhas, nozes, avelã e o amendoim, entre
outros, são ricos em ômega 3, que favorecem o sistema circulatório e melhoram a
qualidade da circulação, porque esse ômega diminui o colesterol ruim e aumenta
o colesterol bom. “No caso dos chocolates com esses componentes, tudo vai
depender do tipo de chocolate, mas com certeza as oleaginosas podem
‘enriquecer’ o benefício nutricional do produto”, finaliza.

Cesar Colleti

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