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Cidade em estado de emergência por causa de balsas interditadas

Prefeito Pedro Paulo Pinto, disse também que vai recorrer à Justiça para que as balsas voltem a operar

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Para Prefeito, estado de emergência é uma maneira de a cidade receber atenção do governo (Foto Luciano Tolentino)

​Após as principais balsas que fazem a travessia na Represa de Peixoto, em Delfinópolis (MG), serem lacradas na quinta-feira (26) durante uma fiscalização da Capitania dos Portos, a Prefeitura Municipal decretou estado de emergência na cidade.

O prefeito Pedro Paulo Pinto, disse também que vai recorrer à Justiça para que as balsas voltem a operar, mesmo que provisoriamente. “O prejuízo é muito grande. Nós estamos praticamente com uma balsa só com capacidade dela de cinco veículos. Caminhão pesado não passa nem ônibus. Eu tenho aqui transporte para pacientes. Eu tenho a linha regular que tem que levar as pessoas, pois nós dependemos dessa travessia, e somos um dos maiores produtores de banana do estado e está tendo uma complicação e um prejuízo muito grande no município”, explicou.

Para o prefeito, a medida é uma maneira para que a cidade recebe atenção do governo. “É um socorro que nosso município está pedindo para que os órgãos do governo olhem por nossa Delfinópolis aqui, pois a dificuldade está grande, e recursos o município não esta tendo quase nada.”

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Prefeito Pedro Paulo Pinto diz que os prejuízos para Delfinópolis são muito grandes (Foto Hérick Rodrigues)

VISTORIA

A vistoria apontou irregularidades com a documentação e manutenção em duas das três balsas usadas no município. A usina de Furnas é a responsável por manter as embarcações funcionando.

Segundo Alexandre Batista Machado, encarregado das balsas, realmente havia irregularidades na documentação, extintores vencidos, falta de eixo, hélice, tudo. “A gente lida com vida, é muito perigoso”, disse ele.

Cruzar o rio é o caminho mais rápido para ir de Delfinópolis para Cássia, Franca ou Ribeirão Preto. As duas balsas lacradas transportavam juntas 30 carros de uma vez. Agora, a única embarcação  que está operando leva apenas cinco carros por viagem e a circulação das balsas, o tráfego de caminhões, ônibus e veículos pesados foi interrompido.

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Cesar Colleti

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