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​Cidade melhora estrutura da Saúde com Desfibrilador de última geração

Uso do aparelho poderá ser emergencial ou eletivo. Entenda o uso do cardioversor

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A Secretaria de Saúde de Rifaina acaba de receber mais um importante reforço em sua estrutura de equipamentos de atendimento à população da cidade.

O Prefeito Abrão Bisco Filho entregou ao Secretário de Saúde do Município, Antônio Carlos Marcelino dos Santos – Carlinhos da Saúde, um cardioversor (desfibrilador) de ultima geração.

“Achamos mais uma folga em nossas finanças, que graças à Deus estão sob absoluto controle e pudemos fazer mais este investimento com recursos próprios da Prefeitura”, disse o Prefeito.

Entenda o que é desfibrilação

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O desfibrilador ou cardioversor é um aparelho usado para tratar arritmias cardíacas, através de choques elétricos aplicados na parede anterior do tórax (desfibrilação ou cardioversão elétrica)  .

O desfibrilador é constituído de duas pás, ligadas através de cabos, a um equipamento que transforma a  energia elétrica em  choques, com intensidade regulável. 

A intensidade dos choques  é medida  em Joules (100 J, 200 J ou 300 J). As duas pás é que descarregam os choques na parede anterior do tórax.

Existem atualmente  desfibriladores que são usados em locais públicos, que são capazes de identificar e tratar as arritmias cardíacas com um choque  de forma imediata. 

Estes equipamentos  são importantes para combater a morte súbita que ocorre fora do ambiente médico (a maioria desses casos é causada por uma arritmia cardíaca, a fibrilação ventricular). 

O uso dos desfibriladores (desfibrilação ou cardioversão elétrica) poderá ser emergencial ou eletivo.

Desfibrilação emergencial:

Ocorre em situações de emergência, no ambiente médico ou em locais públicos que disponham de desfibriladores. 

Boa parte desses  pacientes está com o seu nível de consciência comprometido, pois as arritmias cardíacas (geralmente a taquicardia ou fibrilação ventriculares) causam um prejuízo significativo para o fluxo sanguíneo do cérebro.

Por tratar-se de uma emergência médica, nenhum cuidado específico é tomado antes da cardioversão elétrica. 

O importante é realizá-la o mais rápido possível. Em certos pacientes, com taquicardias supraventriculares graves ou taquicardias ventriculares persistentes, mas que ainda  estão conscientes, é feita uma rápida sedação antes da cardioversão elétrica.

Desfibrilação eletiva:

É uma cardioversão elétrica programada. As principais arritmias que levam a uma cardioversão programada, são a fibrilação atrial (a principal) e o flutter atrial. 

Como essas arritmias podem causar a formação de coágulos dentro do coração, antes da cardioversão, preconiza-se a utilização de heparina por dois a três dias antes  (em casos em que o ecocardiograma transesofágico não identifica coágulos) ou o uso de anticoagulantes por um mês antes (é a forma mais segura de evitar a saída de coágulos do coração, na hora da cardioversão elétrica).

O paciente deve comparecer ao hospital em jejum, antes do procedimento. As medicações de uso habitual, não precisam ser suspensas. 

A cardioversão elétrica será realizada em uma unidade de terapia intensiva, com uma monitorização contínua do ritmo cardíaco, pressão arterial e oxigenação do sangue (oximetria).

Antes do procedimento é um gel na parede anterior do tórax, principalmente nos locais aonde as pás do desfibrilador serão colocadas em contato com a pele.

Em seguida é realizada uma anestesia geral de curta duração, geralmente com a participação de um anestesista. 

No ato da cardioversão elétrica, são realizados um a quatro choques (boa parte dos pacientes têm a sua arritmia revertida com o primeiro choque). 

Eletrocardiogramas são realizados antes e após o procedimento da cardioversão elétrica.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região