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​Cidades da região no Mapa Turístico receberão verbas do Ministério do Turismo

Região paulista de Franca tem nove municípios da Alta Mogiana e 12 dos Lagos do Rio Grande

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O Ministério do Turismo divulgou ontem (1º/08) novas regras para os repasses de verbas da pasta. A partir de agora, pelo menos 90% dos recursos federais do ministério serão destinados aos 2.175 municípios do Mapa do Turismo Brasileiro e 50% do orçamento próprio da pasta será liberado por meio de chamamento público.

Franca e região entraram com duas classificações no Mapa do Turismo Brasileiro, divulgado em julho: Alta Mogiana (9 municípios) e Lagos do Rio Grande (12 cidades), num total de 21 municípios.

Destacam-se nestas duas regiões, cidades turísticas regionais como Rifaina, Miguelópolis, Nuporanga, Pedregulho, Altinópolis e Brodowski.

LAGOS DO RIO GRANDE

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MUNICÍPIOS

Batatais

Buritizal

Cristais Paulista

Franca

Igarapava

Ituverava

Miguelópolis

Nuporanga

Patrocínio Paulista

Pedregulho

Ribeirão Corrente

Rifaina

ALTA MOGIANA

MUNICÍPIOS

Altinópolis

Brodowski

Dumont

Monte Alto

Ribeirão Preto

Santa Cruz da Esperança

Santo Antônio da Alegria

São Simão

Sertãozinho

Entre os 285 municípios mineiros, cinco estão na região próxima a Franca, destacando-se Cássia (distante apenas 63,4 km), Passos (104 km), São João Batista do Glória (120 km), Alpinópolis (147 km) e Capitólio (178 km) que compõem a chamada “Nascentes das Gerais”. 

​CIDADE ​DISTÂNCIA DE FRANCA
​Cássia ​64 km
​Passos ​104 km
​São João Batista do Glória ​120 km
​Alpinópolis ​147 km
​Capitólio ​178 km

Araxá fora

A grande surpresa é que Araxá, muito conhecida dos francanos (​172 km de Franca) ficou de fora. A cidade das termas de Dona Beja e do famoso Hotel Barreiro, não faz mais parte do Mapa Turístico Brasileiro estabelecido pelo Ministério do Turismo.

De acordo com ministério, oito programas contemplam 58 ações que poderão ser apoiadas. O investimento nos municípios passa a considerar a categorização dos destinos turísticos para atender as reais necessidades das cidades.

Ações de promoção e apoio à comercialização, por exemplo, podem ser pleiteadas apenas pelos municípios de categorias A, B e C do Mapa. As cidades D e E, por sua vez, devem receber infraestrutura, apoio para o turismo responsável, sensibilização e organização municipal e de produção associada ao turismo.

O enquadramento das cidades dentro dessas classificações depende de quatro variáveis de desempenho econômico ligadas ao setor turístico e está no Mapa do Turismo, cuja nova edição foi divulgada em julho.

A destinação de verbas para municípios que não fizerem parte do Mapa será limitada a até 10% da programação orçamentária anual, desde que justificado o interesse no desenvolvimento turístico local. A cidade deve apresentar análise discricionária do caso concreto para receber os recursos.

De acordo com a portaria, estão aptos a receber recursos do Ministério do Turismo, “os órgãos ou entidades da administração pública federal, estadual, municipal ou distrital, direta ou indireta, os consórcios públicos, as instituições do Sistema S e as entidades privadas sem fins lucrativos”, credenciadas no sistema de gestão do governo federal.

Eventos

As novas regras também determinam que os eventos a serem apoiados pelo ministério deverão ser realizados pelo mesmo ente público há, pelo menos, três edições. Segundo a pasta, a exigência garante que o investimento só será feito em eventos tradicionais e realizados por entes públicos. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proíbe o apoio a eventos realizados por entidades privadas.

Os novos critérios preveem ainda a apresentação dos últimos comprovantes fiscais que registrem os cachês recebidos por artistas ou bandas, sendo, no mínimo, dois de entidades públicas e dois de entidades privadas.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região