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Cientistas japoneses conseguem descobrir como o calor danifica o cabelo

Secadores, modeladores e chapinhas podem literalmente fritar as proteínas de queratina do cabelo

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Secadores, modeladores e chapinha podem, literalmente, fritar a queratina dos fios
Secadores, modeladores e chapinha podem, literalmente, fritar a queratina dos fios
Secadores, modeladores e chapinha podem, literalmente, fritar a queratina dos fios

 

Um das mais avançadas tecnologias de microscopia permitiram que pesquisadores japoneses observassem em detalhes como o calor altera as proteínas da queratina que resultam em danos ao cabelo.

Secadores, modeladores e chapinhas podem literalmente fritar as proteínas de queratina que constituem cerca de 85% do nosso cabelo, tornando-o seco e quebradiço com o tempo.

Acontece que, quando aquecidas, as proteínas da queratina se agregam e suspendem em uma solução, de forma muito semelhante ao endurecimento de ovos crus quando fervidos.

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Observar de perto as mudanças estruturais graduais pelas quais as proteínas de queratina aquecidas sofrem é crucial para detectar quando e como essas proteínas se agregam termicamente.

Para descrever o processo, pesquisadores da Universidade de Hiroshima (Japão) tiveram que desenvolver uma técnica experimental sensível o suficiente para permitir a observação direta desse processo de agregação.

Radiação síncrotron para estudar o cabelo

Koichi Matsuo e seus alunos usaram radiação síncrotron ultravioleta a vácuo – que forneceu iluminação suficiente para analisar a estrutura das proteínas de queratina agregadas – e otimizaram o posicionamento de elementos ópticos para evitar que a luz se espalhasse, garantindo a qualidade e a precisão das imagens.

“Este estudo mostrou que a técnica experimental baseada na radiação síncrotron pode monitorar claramente as alternâncias dos componentes estruturais da proteína da queratina sob condições de dano pelo calor, o que é difícil por outros métodos,” disse o professor Matsuo.

As informações sobre como a queratina sofre gradualmente mudanças estruturais ajudarão na busca por ingredientes ativos que possam suprimir os danos causados pelo calor no cabelo, disse o pesquisador.

“Com base nessa pesquisa, podemos desenvolver novos produtos para o cabelo capazes de curar ou suprimir os danos ao cabelo devido ao tratamento térmico,” disse Matsuo.

“Ao monitorar as mudanças estruturais das proteínas, podemos julgar com rapidez e precisão quais ingredientes podem inibir efetivamente a mudança estrutural das proteínas da queratina dentre vários candidatos a compostos.”

*Fonte Diário da Saúde