O
número de fumantes no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já
chega a quase 20 milhões, sendo que Curitiba é a capital que mais concentra
esses tabagistas. Os problemas causados pela droga lícita afetam não só os
fumantes, mas também as pessoas que convivem com essas pessoas, chamadas de
fumantes passivos.
Além
das doenças pulmonares, a saúde bucal é prejudicada pelo hábito de fumar, e as
cáries e o mau hálito são os primeiros problemas a aparecer. “Como são
mais de 4 mil substâncias ingeridas e que passam pela cavidade oral, elas ficam
presas em toda a região da boca, causando halitose”, explica a
especialista em ortodontia, ortopedia dos maxilares e lentes de contato, Luciana Beatriz Salbachian Moroni. Segundo a gestora da unidade Oral Unic de
São José dos Pinhais (PR), mesmo com uma boa escovação, as pessoas não estão
livres desses problemas.
Outro
problema notado em fumantes é a mudança da coloração dos dentes. Luciana conta
que a nicotina presente no cigarro atinge diretamente o esmalte dentário,
provocando uma coloração mais escura. “A gengiva também é afetada nesse
processo, onde em casos extremos, pode levar à doença periodontal, que é uma
infecção que prejudica tanto a gengiva, quanto os ossos que sustentam os
dentes, e o paciente pode correr o risco até de perdê-los”, alerta a
especialista. Fumantes têm duas vezes mais chances de desencadear a doença, em
comparação com não fumantes.
Além
disso, segundo estudo realizado pela Boston University’s School of Dental
Medicin, pessoas que fumam têm maior probabilidade de precisar fazer tratamento
endodôntico – tratamento de canal. “O ideal é parar de fumar, mas como não
é um processo fácil, indicamos que os pacientes tabagistas visitem com mais
frequência o dentista, para avaliações e possíveis tratamentos que evitem
problemas mais complexos”, indica a dentista.




