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Cirurgias eletivas no SUS sofrem queda de 66% no auge da pandemia

Para especialistas, o sistema tem que se preparar para a alta demanda que pode acontecer

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Nos meses mais agudos da pandemia de coronavírus, de março a maio, houve uma queda de 66% no número de cirurgias eletivas feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Cirurgias eletivas são as consideradas não emergenciais, quase sempre marcadas, e não raro fundamentais para corrigir problemas de saúde.

De janeiro a junho de 2019, segundo o Ministério da Saúde, foram realizadas 983 mil cirurgias eletivas. No mesmo período deste ano, foram cerca de 652 mil.

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Para especialistas, o sistema tem que se preparar para a alta demanda que pode acontecer com a retomada dos atendimentos.

“As filas de procedimentos eletivos na fila do SUS são muito grandes. O SUS até que dá conta bem das urgências e emergências, mas nas cirurgias eletivas há muita fila, e deve ter aumentado muito”, afirmou Walter Cintra, professor de Gestão de Saúde da FGV e médico sanitarista.

“Dificilmente até dezembro a gente consegue absorver. Vai ter que fazer uma triagem desses casos para dar uma prioridade para os que não puderem esperar”, disse.

O médico sanitarista diz que o setor público vai precisar de mais recursos.

“Vai ser preciso que governos que também estão enfrentando situações econômicas, de queda de arrecadação, por queda da atividade econômica, que se preparem para investir na saúde, porque, afinal de contas, a função dos governos é proteger a vida humana”, emendou.

Muitos pacientes com cirurgias adiadas agora sofrem com a demora para remarcar as intervenções na rede pública, enquanto os quadros de saúde se agravam.