A Santa Casa de Igarapava (SP) suspendeu a realização de cirurgias eletivas alegando crise financeira e atrasos de ao menos R$ 472 mil em repasses que deveriam ter sido feitos pela Prefeitura. O hospital, que atende em média 150 pessoas por dia, tem encaminhado os procedimentos para as unidades básicas de saúde e atendido somente urgências e emergências.
Parte dos médicos segue trabalhando, mas os plantonistas estão em greve desde a última quinta-feira (6). “Eu não estou tendo condições de manter o serviço aberto, nem na urgência. Fornecedores não querem me fornecer”, afirma Valdete Galante, administradora do hospital.
A Prefeitura atribui os atrasos de recursos municipais a uma “severa diminuição de receita”, mas garante que tem feito parte dos repasses – de origem federal. “O Município de Igarapava tem trabalhado para garantir e priorizar os pagamentos, sobretudo, aqueles da pasta da saúde”, comunicou.
Repasses atrasados
De acordo com Valdete, 76% dos atendimentos realizados pelo centro hospitalar são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através de um convênio com o município.




