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Classes A, B e C gastam mais com calçados do que com alimentos, diz pesquisa

Os homens desembolsaram R$ 10 bilhões, enquanto as mulheres investiram R$ 12 bilhões

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Mulheres que tem um estilo mais moderno ou minimalista, procuram mais scarpins, sandálias e peeptoes (Foto Arquivo)

Em 2014, os brasileiros gastaram pouco mais de R$ 22 bilhões com calçados, segundo estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Os homens desembolsaram R$ 10 bilhões, enquanto as mulheres investiram R$ 12 bilhões. Elas consomem mais que os homens, mas a diferença é de apenas 20%.

Já outra pesquisa mostra que as mulheres gastam, em média, R$ 350 com sapatos femininos em compras pela internet. Segundo a CEO da loja 33/34, único e-commerce no Brasil especializado em apenas duas numerações de sapatos femininos, Tânia Gomes Luz, mulheres que tem um estilo mais moderno ou minimalista, procuram mais scarpins, sandálias e peeptoes. “Notamos que as consumidoras que preferem esse estilo correspondem a 50% do nosso faturamento”.

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A classe A apesar de representar apenas 4% da população, essa parcela responde por 19% do consumo de calçados femininos, sendo que as mulheres gastam 107% a mais com calçados do que os homens.

No sentido oposto, a classe E é a única faixa de renda cujo cenário contrapõe o senso comum. As mulheres gastam 4% a menos com calçados do que os homens, que despendem 50% de tudo o que gastam com calçados em tênis.

Com base no gasto de todas as classes, os homens compram R$ 6 bilhões em tênis e apenas R$ 4 bilhões em outros calçados. Já as mulheres despendem apenas R$ 2,5 bilhões com tênis e quase R$ 10 bilhões em outros calçados. O Estado de São Paulo representa 30% do total de transações, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Cesar Colleti

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