Até meados de novembro, a eleição de Claudinei da Rocha (PSB) para a Presidência da Câmara era tida como certa. Um acordo, assinado por oito vereadores no começo do ano, havia traçado essa diretriz. Mas, na política, nada é concreto até que aconteça.
Uma reviravolta foi causada pelo governo, que não queria que Claudinei, antes base de Gilson de Souza (DEM) e agora persona non grata em seu gabinete, fosse eleito para a chefia do Poder Legislativo.
Foi iniciada uma articulação para a escolha de um nome da base, que contava então com sete vereadores: Donizete Mercúrio (PSDB), Carlinho do Petrópolis (PMDB), Arroizinho (PMDB), Nirley de Souza (PP), Corrêa Neves Júnior (PSD), Ilton Ferreira (DEM) e Pastor Otávio (PTB).
Chegou-se à conclusão que, de todos, somente Donizete teria condições de agregar pelo menos mais um voto que faltava, e isso aconteceu com Della Motta (Podemos), que teria se comprometido a votar no colega.




