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CNA analisa importância de parcerias para exportações do café brasileiro

De 2012 a 2014, os países do bloco importaram US$ 339,2 bilhões em produtos agropecuários

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Café não torrado é o principal produto exportado pelo Brasil para o bloco, com uma fatia de 25,8% das vendas que geraram uma receita de US$ 1,9 bilhão (Foto Reprodução)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) elaborou minucioso relatório sobre os impactos da Parceria Transpacífico para a agricultura brasileira e em especial sobre as exportações do agronegócio brasileiro. 

O bloco, formado pelos Estados Unidos e outros onze países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) foi o destino final, em 2014, de 13,8% do total as vendas externas da agropecuária brasileira para o mundo, no total de US$ 12,8 bilhões.

De acordo com o estudo da CNA, de 2012 a 2014, os países do bloco importaram US$ 339,2 bilhões em produtos agropecuários, correspondentes a 22,8% do total das importações mundiais. 

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Metade desse valor, cerca de US$ 167,7 bilhões, corresponderam ao comércio intra-bloco, envolvendo os doze países integrantes da Parceria Transpacífico.

Café não torrado é o principal produto exportado pelo Brasil para o bloco, com uma fatia de 25,8% das vendas que geraram uma receita de US$ 1,9 bilhão. O Brasil também exporta milho (US$ 1,4 bilhão), miudezas de frangos (US$ 1,34 bilhão), álcool etílico (US$ 1,33 bilhão), soja (US$ 992,8 milhões), outros açúcares de cana (US$ 656,6 milhões), sucos de laranja congelado (US$ 389,2 milhões) e carne bovina desossada (US$ 344,2 milhões), entre ouros produtos.

Um grupo integrado por 15 produtos exportados pelo Brasil para os países da Parceria Transpacífico representa 83,2% do total das exportações para o bloco, mas correspondem a apenas 3,1% do total das importações desses países em produtos agropecuários

Segundo a CNA, a expectativa é de que com a entrada em vigor do acordo haverá um aumento expressivo no comércio intra-bloco, atingindo o fluxo das exportações de países como o Brasil devido ao aumento de concorrência com os membros da Parceria.

As exportações brasileiras de café e produtos do café, por exemplo, deverão sofrer com a concorrência do Vietnã, México e Peru. 

Para o agrupamento desse produto, a participação do Brasil nesse mercado, da ordem de 21,0%, é inferior à participação dos países da Parceria Transpacífico, no percentual de 26,9%, ou US$ 2,62 bilhões. Os Estados Unidos e o Japão são os principais importadores do produto.

Cesar Colleti

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