
Nos últimos dias a maior parte das manchetes de jornais, revistas e até mesmo piadinhas da internet com certeza vem sendo o novo presidente dos EUA, Donald Trump. O magnata dos negócios que agora assumiu a presidência da maior potência do mundo. O medo impera em todos os quatro cantos do planeta, sem saber ao certo qual será a próxima medida assinada pelo presidente, mas o que todos sabem é que como um dos homens mais ricos do planeta o que ele realmente gosta é de dinheiro. Pois um dia antes de sua posse, circulou nos Estados Unidos, uma noticia sobre o aroma de um produto que poucos um dia poderiam imaginar ser colocado em um frasco e poder senti-lo in loco: o cheiro de uma nota de dólar! Ok, a primeira palavra que veio a sua mente com certeza foi: Eca! Mas calma, vamos entender melhor sobre essa pesquisa.
Ela foi encomendada por um artista de Frankfurt, Mike Bouchet, para o químico e perfumista da gigante do mundo de desenvolvimento de aromas e sabores Symrise AG, Marc vom Ende. Muitas pessoas já tentaram detectar qual o cheiro exato de uma nota de dólar, mas essa caça é complicada afinal esse aroma evolui à medida que circula, de uma fragrância de algodão e tinta fresca de notas novinhas para um cheiro mais grosseiro de terra e pele oleosa que deveria fazer as pessoas lembrarem de lavar as mãos com mais frequência. Essa evolução de cheiros conta com mais de 100 produtos químicos orgânicos voláteis em seu leque de opções, entre eles o couro desgastado de carteiras e bolsas, um toque metálico que lembra caixas registradoras, o suor salgado de humanos e até mesmo o odor de bactérias de banheiro. O cliente que encomendou esse aroma, diz que a primeira vez que colocou o nariz em uma amostra que o perfumista lhe entregou foi como se sofresse um choque elétrico, era como se ele realmente estivesse cheirando uma nota de dólar, algo revigorante.
Empresas da indústria de aromas e fragrâncias, que movimenta US$ 25 bilhões anualmente, mantêm bancos de dados com mais de 10 mil tipos de materiais que exalam fortes aromas, como alimentos e flores, dos quais podem extrair óleos essenciais, e compostos aromáticos e moleculares patenteados por perfumistas. Até agora, o cheiro de dólares não havia entrado em nenhum inventário. Quando Bouchet procurou a Symrise, que tem sede em Holzminden, há dois anos, com a ideia de recriar o cheiro de dinheiro em circulação, os executivos passaram o projeto a Vom Ende, seu principal perfumista. Aos 48 anos, ele é o criador de aromas para difusores no interior de carros da Mercedes-Benz, além de trabalhar para fabricantes europeus de perfume. Vom Ende sentia o cheiro de desafio. “O dinheiro leva algo de todos por quem ele passa”, diz ele. “Isso o torna extremamente complexo, mas isso também torna a detecção interessante.”
O noticiário descreve que para começar, o perfumista inseriu um maço de notas novas e usadas de US$ 1, US$ 5 e US$ 20 em uma câmara hermética contendo carvão ativado. Como uma esponja, o carvão absorveu elementos de dentro ou ao redor dos dólares no ar aprisionado, permitindo que as moléculas do dinheiro fossem extraídas. (Cédulas diferentes têm cheiros diferentes.) Depois de passar os elementos extraídos a testes químicos adicionais, Vom Ende detectou mais de 100 ingredientes. O maior grupo estava composto de aldeídos alifáticos, um cheiro dominante em sabão, linho e “um aroma- chave no Chanel n º 5”, diz ele. As pessoas normalmente acham esses compostos atraentes, acrescentou, “a menos que fiquem muito fortes; aí achamos que cheira a vômito”.
Vom Ende levou seis meses para chegar a um aroma que, em sua opinião, recriava o cheiro de dinheiro recém impresso, contando com vários colegas “avaliadores” para testar e aprovar seus esforços. Demoraram mais outros oito meses para ele sentir que tinha chegado ao cheiro de dinheiro em circulação.
“Dinheiro novo é fácil, mas e reproduzir o cheiro de dinheiro usado? É aí que entra a criatividade”, diz Pamela Dalton, psicóloga cognitiva que estuda aromas no Centro de Sentidos Químicos Monell, na Filadélfia.
A fórmula final pode ser tentadora para falsificadores de dinheiro que procuram fazer que suas notas falsas tenham “cheiro autêntico”, acrescenta. O Serviço Secreto americano, que supervisiona os esforços para combater crimes financeiros, como a lavagem de dinheiro, ficou intrigado com a ideia de recriar o cheiro do dólar, mas afirma que o olfato não é uma das ferramentas que os especialistas usam atualmente para detectar cédulas falsas.
A Casa da Moeda americana, que imprimiu 7,6 bilhões de novas cédulas no ano passado para o Federal Reserve, o banco central dos EUA, informou que o odor das notas não é uma marca registrada, embora alguns dos processos de fabricação utilizados para produzi-las sejam patenteados.
Particularmente, apesar de meio nojenta, achei a descoberta fascinante. E fico me perguntando se o Sr Presidente dos Estados Unidos, um dos homens mais poderosos do mundo, não usaria um aroma assim como aromatizador de ambiente na Casa Branca. Acho que combinaria bem com esse novo presidente, O que acham?
*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.