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O poder da Pimenta para o emagrecimento e para prevenção do câncer

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As pimentas são benéficas para o organismo porque possuem atividades antimicrobiana, anti-inflamatória, anticancerígena, melhoram a digestão, diminuem os níveis de colesterol e, por ter efeito termogênico, ou seja, acelerar o metabolismo, ajudam a emagrecer. Mas nem todas as pimentas trazem esta lista de vantagens. Para colher tais benefícios é preciso que a pimenta seja do gênero Capsicum.

As principais pimentas do gênero Capsicum produzidas no Brasil são: jalapeño, pimenta de cheiro, pimenta de bode, cumari-do-Pará, malagueta, dedo-de-moça, murupi, biquinho e cambuci ou chapéu de frade. A quantidade de capsaicinoides de cada uma destas pimentas varia de acordo com a ardência dos frutos, quanto mais picante, maior a quantidade do princípio ativo.

Confira qual a porcentagem do valor diário* de alguns nutrientes para 10 gramas de pimenta.

  • 30% da vitamina C na pimenta Murupi
  • 0,59% de cálcio na pimenta Malagueta
  • 1,5% de fósforo na pimenta Malagueta
  • 6,36% das fibras na pimenta Malagueta.

* Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

As pimentas do gênero Capsicum são ricas em vitamina C que aumenta as defesas do organismo, ajudando na prevenção e no combate de infecções como a gripe. Ela também age como um antioxidante, neutralizando os radicais livres instáveis que podem causar danos ao organismo acelerando o envelhecimento celular. Além disso, esta vitamina fornece resistência aos ossos e dentes e facilita a absorção de ferro no organismo.

Outra vitamina muito presente nestas pimentas é a E. Ela é importante porque também é antioxidante e por isso age retardando o envelhecimento e ainda protege o organismo contra doenças crônicas não transmissíveis como Parkinson, Alzheimer, câncer e doenças cardiovasculares.

Alguns estudos, entre eles um publicado na National Academy of Sciences of the United States of America, sugerem que a capsaicina também ajudaria a reduzir o crescimento de tumores nas mamas e ovários. O benefício também ocorreria devido à capacidade da substância de induzir a apoptose das células cancerígenas.

  •  Para o coração: Um estudo realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul concluiu que a capsaicina presente na pimenta também ajuda a diminuir os níveis do colesterol ruim, LDL. O fruto ainda pode reduzir coágulos no sangue por ter ação vasodilatadora e aumento da excreção fecal de gorduras. O resultado é a redução do risco de problemas como hipertensão, infarto e outras doenças cardiovasculares.
  • Para os dentes: A pimenta estimula a salivação e desta forma neutraliza os ácidos da saliva e protege os dentes e gengivas. Além disso, ela é rica em vitamina C que fornece resistência aos ossos e dentes.
  • Protege o estômago: Alguns estudos defendem que a capsaicina presente nas pimentas tem um efeito gastroprotetor, pois aumenta a produção do muco gástrico. Ela também pode combater a bactéria que provoca gastrites e úlceras estomacais.

Quantidade recomendada de pimenta

Não existe uma quantidade determinada para o consumo da pimenta. A única orientação é não exagerar, como comer o fruto cerca de 3 a 4 vezes ao dia. É interessante que pessoas que não têm problemas de saúde, como a gastrite ou a hemorroidas, ingiram a pimenta entre uma ou duas vezes ao dia.

Como consumir a pimenta

A melhor maneira de comer a pimenta é fresca. Assim, todos os nutrientes do fruto são mantidos. As versões na forma de molho, de conservas, de geleia, páprica, desidratada e dessecada também são opções, porém parte dos nutrientes, especialmente as vitaminas, podem ser perdidas no processo.

Contraindicações

Não existem dados científicos que comprovem que a pimenta causa úlceras ou outros distúrbios digestivos. Porém, por precaução o recomendado é que pessoas que já têm úlcera ou gastrite, evitem o consumo em excesso do fruto. Quem tem hemorroidas também deve tomar cuidado com a pimenta, isto porque em grandes quantidades ela pode levar a irritação do endotélio, que constitui a camada celular interna dos vasos sanguíneo, lembrando que o problema resulta de veias inchadas e que ficam doloridas.

Riscos do consumo excessivo

Apesar de benéfica para a saúde, a pimenta não pode ser consumida de maneira exagerada. Tome cuidado especialmente com os molhos de pimenta que não usam o fruto in natura, mas o extrato ou óleo concentrado feito a partir de pimentas secas e picantes. Estes molhos em grandes quantidades podem causar queimaduras ou bolhas na boca ou na língua, náusea, alteração respiratória e vômito.

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*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.