
No ano de 1703, uma tradicional fábrica de perfumes na Alemanha cria um dos grandes produtos nessa área, a Água de Colônia ou então Eau de Cologne. Seu nome era para homenagear sua cidade de origem, Colônia, que ficou famosa no mundo inteiro por tal criação. Johann Maria Farina, dono da fábrica e criador do produto fez com que esse se tornasse um verdadeiro ‘must have’ entre reis e rainhas. Seu nome, Farina, acabou se tornando quase que um sinônimo quando se fala em água de colônia. Hoje a fábrica possui um dos museus do perfume mais famosos e visitados do mundo. Uma outra empresa da cidade por muitos anos acabou usando seu sobrenome para ganhar fama e credibilidade, porém acabou perdendo esse direito depois de um tempo.
Essa casa de essências do famoso perfumista Wilhelm Müllens foi criadora de um produto cobiçado até hoje no mundo das colônias, o 4711 Echt Kölnisch Wasser. Foi criado em 1792 e mantém sua fórmula original até hoje. Sua fórmula promete um efeito revigorante, agradando tanto homens quanto mulheres, que atestam suas qualidades terapêuticas no combate ao calor e stress diário. É produzida com ingredientes naturais e possui em sua composição laranja, lavanda, lima, tangerina, entre outras.
Seu nome 4711, muito peculiar, surgiu durante a ocupação francesa na cidade, um comandante francês suspendeu os nomes das ruas e renumerou todas as casas, sendo assim a casa de Mülhens recebeu o número 4711. O lugar permanece em funcionamento, e é um dos locais mais visitados na cidade de Colônia, um lindo prédio que foi reconstruído fielmente após a guerra e possui uma fonte que em sua torneira jorra água de colônia durante todo dia. E a cada hora inteira um carrilhão que fica no topo do edifício toca uma música diferente. Outro destaque na loja são as tapeçaria Gobelin medindo 4,5m x 3,5m, feitos para inauguração da loja em 1964 e representa a história da marca, exatamente a cena de numeração das casas pelo exército francês.

Ambas as marcas, farina e 4711, permanecem como queridinhas quando o assunto é Água de Colônia, e merecem sua devida atenção se você é um apaixonado por perfumes. Ir a Colônia e não conhecer essas duas é como ir a Roma e não ver o Papa, e claro, também vale conhecer sua bela e famosa catedral, a única coisa na cidade que é mais famosa que a Água de Colônia. O original sempre é o original. E aprende-se lá que Napoleão, querendo estar sempre bem cheiroso, usava um frasco inteiro de água de colônia por dia. Mais modernamente, e embora em menor quantidade, eram dados frascos aos marinheiros dos submarinos alemães na Segunda Guerra Mundial. Consta que eles, em vez de os usarem, os traziam para oferecer às namoradas ou esposas, uma vez que o perfume, de aroma suave, é unissex.
*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.