Considerada uma das melhores datas comerciais do calendário, o Dia dos Pais deste ano deve frustrar a maioria dos comerciantes do estado de São Paulo – e não diferente, de Franca. A previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é uma alta de no máximo, 2,1% nas vendas este ano, já descontada a inflação, abaixo do avanço registrado nos dois últimos anos. “Este será o terceiro ano consecutivo de crescimento, mas, levando-se em conta o desempenho dos últimos anos (3,6% em 2017 e 4,1% no ano passado), o setor ainda não retomou o ritmo de antes da crise”, afirma a entidade.
Dessa forma a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) prevê que a data seja marcada pela compra de lembrancinhas.
Segundo o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze, o cenário é desafiador. “Esse é o cenário de crise que a gente vive, com alto grau de desemprego, as famílias estão endividadas, há um alto nível de inadimplência e isso limita a capacidade de consumo das famílias e os bancos também reduzem a oferta de crédito. A gente vê desde o Dia dos Namorados, Dia das Mães, um cenário ruim para o varejo”, afirmou ele.
Em julho, o índice de Perspectiva e Consumo detectou essa propensão menor das famílias de irem às compras. O indicador recuou 3,2%, na comparação com junho.




