
Mangostim ou mangostão. Muita gente sequer ouviu falar nela, mas o fato é que essa fruta tão exótica quanto seu nome vem se destacando por suas propriedades antioxidantes. É que estudos americanos apontam que a fruta mostrou sua capacidade de reduzir os níveis de proteína C – reativa no sangue. A inflamação medida por essa proteína prediz a doença cardiovascular e é considerada uma precursora da Síndrome Metabólica – SM. “A SM é uma combinação de desordens médicas que aumentam o risco de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares. Ela afeta uma em cada cinco pessoas e a prevalência aumenta com a idade”, explica a nutricionista Pâmela Munhoz, acrescentando que o diagnóstico da doença leva em conta as características clínicas – presença de fatores de risco – e dados laboratoriais. “Na avaliação laboratorial, alguns marcadores no sangue, entre eles, a proteína C-reativa, são indicativos da Síndrome Metabólica”, completa.
Conhecido há séculos na Indonésia, Tailândia, Malásia e Filipinas, o mangostim vem sendo utilizado com benefícios pela cultura oriental. Contudo, apenas há poucos anos veio para o ocidente. “Este fruto têm revolucionado a comunidade científica pelas suas propriedades medicinais, sendo considerado um superfruto por muitos especialistas. Há quem diga que foi a maior descoberta do século XXI”, diz Pâmela.
Exótica e saborosa
Muitas das propriedades terapêuticas do mangostim devem-se às xantonas que existem na fruta em grande quantidade. Estas são poderosos antioxidantes que combatem os radicais livres e têm propriedades anti-inflamatórias, eliminando as principais causas de grande parte das doenças, com vantagem em relação aos produtos farmacêuticos: protegem o estômago e todo o sistema gastrointestinal. “As xantonas ajudam a manter o equilíbrio dos sistemas imunológico e nervoso, da saúde emocional, do sistema metabólico, cardiovascular, gastrointestinal, do sistema urinário, musculoesquelético e da pele”, salienta a nutricionista, sobre o fato das xantonas possuírem propriedades anti-inflamatórias, anticancerígenas, antibacterianas, antimicrobióticas, anti-histamínicas, antioxidantes e antivirais. Prova disso é que em 2009, três estudos demonstraram várias vantagens na utilização do mangostim como complemento da quimioterapia em pacientes com cancro. No “Free Radical Research” reduziu a toxicidade renal induzida pelo quimioterápico cisplatina. No “Anticancer Research”, diminuiu o crescimento do tumor e proliferação de metástase no cancro da mama. No “Journal of Medicinal Food”, demonstrou estimular a proliferação de linfócitos T.
No Brasil, o mangostim é cultivado há cerca de 30 anos em regiões mais quentes, como Bahia e Pará. De sabor adocicado e polpa suculenta, a fruta chama a atenção por ter uma casca grossa na cor marrom escuro, que ao ser partida, revela-se exuberante, com o interior roxo e polpa branca. “É uma das frutas mais saborosas do mundo e tem o gosto parecido com o da jabuticaba”, comenta a nutricionista. De quebra, a fruta que é rica em sais minerais, fibras e vitaminas A e C, com a vantagem de ser pouco calórica. São apenas 60 calorias em cada 100g, e, assim como a lichia, ela auxilia a queima do estoque de gordura do organismo. “O ácido hidroxicítrico presente no mangostim é o responsável por saciar o apetite e reduzir o desejo por doces”, esclarece.



