Prefeito quer saber, segundo fontes próximas a ele, se abono pode ser concedido após a virada do ano
A coisa acontece de forma cíclica. Os professores pressionam os vereadores que, por sua vez pressionam o prefeito que, por sua vez, pressiona o seu Jurídico.
O assunto em questão é o abono com recursos do Fundeb que é pleiteado pelos professores da rede municipal de ensino, utilizando recursos que sobraram do exercício passado.
Os professores têm se manifestado, através do Sindicato dos Servidores e do Conselho de Educação, de forma institucional para cobrar o abono.
Mas também têm se reportado diretamente aos vereadores de Franca, cobrando que eles “apertem” o prefeito e o convençam a pagar o abono.
E isso se refere nas votações dos vereadores, que acenaram com a rejeição da compra de uma área pela Prefeitura e com a implantação de uma plataforma digital de ensino, propostas pelo prefeito para “queimar” recursos restantes do Fundeb.
A Câmara quer, sim, que seja feita a destinação do dinheiro em forma de abono aos professores, a exemplo do que fez o governo estadual, com apoio da Assembleia Legislativa.
Porém, segundo fontes próximas ao prefeito Alexandre Ferreira, ele ainda não tem “segurança jurídica” para pagar o abono e teme problemas posteriores com a Justiça.
Outro ponto que o prefeito ainda aguarda posicionamento de seu Jurídico é sobre o fato de ter virado o ano e estarmos, atualmente, em outro exercício financeiro.
Segundo a professora Andréia Braguim, do Conselho Municipal de Educação, é possível, sim. Ela discursou sobre o assunto na tribuna da Câmara, em dezembro. O Sindicato também acena com a legalidade.
De resto, caberá a eles, vereadores e prefeito, encontrarem um caminho legal que atenda aos professores, política e financeiramente.



