
O comércio francano ultrapassou a casa dos 1.500 funcionários demitidos num período de 17 meses (de janeiro de 2015 a maio de 2016).
O ciclo negativo começou em 2015 e atingiu seu ápice neste ano, quando todos os meses foram negativos.
O comércio francano é composto de 8.713 estabelecimentos que contratam pessoas com carteira assinada. Em janeiro deste ano estavam empregadas 23.294 pessoas nestes estabelecimentos.
Os números são também negativos em três variações:
1 – Vagas eliminadas no período de 16 meses.
2 – Vagas eliminadas de janeiro a maio de 2016
3 – Vagas eliminadas no mês de maio deste ano.
Os números são do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Em maio foram contratadas 847 pessoas, mas houve um saldo negativo de 60 empregos porque foram desligados 907 trabalhadores do setor.
De janeiro a maio a cidade teve 874 empregados contratados com carteira assinada, mas também houve saldo negativo de 224 trabalhadores, pois houve a eliminação de 1.098 vagas.
No período de 16 meses (janeiro de 2015 a maio de 2016) Franca viu serem eliminados 1.568 postos de trabalho com carteira assinada. No período foram 15.960 admissões e 17.528 desligamentos.
O comércio, como se vê, vai à contramão da indústria de calçados e do setor de serviços. A fabricação de sapatos – apesar de um mês negativo em maio – criou, neste ano, 4.719 empregos.
Nos cinco primeiros meses pesquisados pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregos do Ministério do Trabalho, o setor cortou 547 vagas, o que corresponde a 109 pessoas demitidas por mês, sem que elas tenham sido substituídas por outras.
Em seguida na tabela negativa do Caged está a construção civil, que eliminou 105 trabalhadores, uma média de 21 demissões a cada 30 dias.
Por fim, o setor da Administração Pública é o terceiro que mais demitiu e não repôs funcionários. Foram cortadas em 2016, 79 vagas, média de 15,8 a cada mês de 2016.
Números do comércio na tabela do Caged, de janeiro 2015 a maio de 2016:

Em alta
No saldo positivo seguem criando novas vagas a indústria de transformação (5.159 novas vagas), a indústria de calçados e indústria de couro e borracha, o setor de serviços e a agropecuária.
Neste ano a Indústria de calçados gerou 4.719 empregos novos, o setor de curtumes e borracha ficou com 350 novas vagas.
O setor de serviços foi responsável por 1.104 empregos criados de janeiro a maio, enquanto a agropecuária ficou com saldo positivo de 542 vagas.



