O comércio passou a ser o pior setor da economia de Franca com quedas sucessivas de vagas, cortando mais que criando e anunciando que certamente levará mais tempo que as demais áreas, como a Construção Civil e Serviços para se recuperar.
Levantamento exclusivo do Jornal da Franca para medir o comportamento do comércio no mês de abril, no quadrimestre e nos últimos 12 meses, aponta que o setor continua com a tendência de ter mais demitidos do que contratados a cada mês, o que vem ocorrendo desde 2015.
Em abril, o setor de atividade econômica “Comércio” marcou o fim de 113 empregos, pois houve a contratação de 806 trabalhadores, mas em contrapartida foram demitidos 919.
O comércio francano tem 8.713 empresas que contratam e em janeiro o número de trabalhadores do setor com carteira assinada era de 23.294 (curiosamente mais alto que o das fábricas de calçados, que em janeiro passado estavam empregando 18.122 contratados com carteira assinada).
No quadrimestre o setor “comércio” também teve comportamento ruim: de janeiro a abril foram contratados 3.545 empregados, mas desligados 4.032, com saldo negativo, portanto, de 487 trabalhadores.
Isso significa que em 12 meses (abril a abril), um total de 1.328 empregados foram demitidos do comércio francano, tornando esta multidão de gente desempregada e sem emprego formal desde o ano passado.
De janeiro a dezembro do ano passado os números não deixaram margem de dúvida de que a crise econômica se abateu sobre o comércio de maneira singular e mais agudas que em outras áreas da economia francana.
2015 foi o ano em que o comércio contratou 11.568 pessoas, mas demitiu 12.589, fechando, portanto com 1.021 vagas a menos de janeiro a janeiro do ano passado.
2014 apesar dos sintomas de crise ainda havia sido um ano razoável, com o comércio francano fechando de janeiro a dezembro daquele ano com 457 vagas criadas (contratação de 14.420, mas desligamento de 13.963).
Para relembrar 2013, a cidade fechou com saldo positivo de 1.123 vagas. Em 2012 no período de janeiro a dezembro foram 1.241, como se vê com pouca variação em relação ao ano anterior.
A coisa desandou mesmo em 2015 e se tornou mais aguda em 2016, com uma tendência que mostra se difícil o comércio recuperar seu ritmo de contratação de um mês para outro.
A tendência é que isso ocorra só no decorrer dos meses, mas esta incerteza é a mesma que todos têm em relação ao acerto da nova politica econômica que o governo interino de Michel Temer está começando a implantar.



