A Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Franca para apurar o eventual cometimento de infrações político-administrativas pelo prefeito Alexandre Ferreira realizou no período da manhã desta quarta-feira, os primeiros depoimentos do processo, que investiga problemas quanto à contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida) pelo município, entre os anos de 2014 e 2015, para os atendimentos de urgência e emergência dos prontos-socorros da cidade.
Foram ouvidos três denunciantes, cujas representações motivaram a abertura da Comissão Processante, além de testemunhas arroladas pelos membros da comissão. O primeiro a depor foi o radialista Marcelo Bomba.
O prefeito se fez presente e foi acompanhado por dois advogados, mas ele próprio fez grande parte dos questionamentos. Logo no início das perguntas, iniciou-se um bate-boca entre o radialista e o prefeito.
O presidente da Comissão Processante, vereador Daniel Radaeli (PMDB), agiu prontamente e mandou cortar os microfones. As perguntas passaram a ser feitas a Radaeli e não mais diretamente ao radialista pelo prefeito.
Os outros integrantes da Comissão, Márcio do Flórida (PDT), relator, e o terceiro membro, Cordeiro (PSB), também fizeram perguntas relativas à contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida) pela Prefeitura.
O depoente seguinte foi o funcionário público Paulo Dimas, que também fez representação pedindo a abertura da Comissão Processante.
Ele respondeu aos questionamentos da defesa e também do próprio prefeito, assim como dos vereadores.
Foi ouvido ainda o empresário Silson Ribeiro, terceiro autor de representação pela abertura da Comissão Processante. Afirmou que sua motivação foi a morte de sua filha, Luara Pietro, em 2014, após atendimentos na rede pública de saúde.
A exemplo dos demais, foi questionado pela defesa do prefeito e também pelos vereadores integrantes da comissão.
O diferencial é que ele também respondeu a perguntas dos outros denunciantes, Marcelo Bomba e Paulo Dimas.
A seguir, serão ouvidos o médico da rede pública, Vínio Cintra, e a secretária de Finanças do município, Neide Lopes. No período da tarde, são aguardadas outras seis testemunhas arroladas pela comissão.



