O PSB se reuniu, na noite desta segunda-feira, para definir os rumos do partido quanto ao governo Gilson de Souza (DEM), se é oposição ou situação. Hoje, há dois blocos distintos na legenda: os comissionados, obviamente pró-governo, e o vereadores, que recentemente votaram pela abertura de uma Comissão Processante contra Gilson.
O primeiro grupo é mais numeroso e composto por cerca de dez membros do PSB que ocupam cargos comissionados no governo. É óbvio que querem se manter nas funções que estão e sua tendência é de apoio total a Gilson de Souza.
Já os vereadores Claudinei da Rocha e Pastor Palamoni não estão satisfeitos com Gilson, que não tem atendido seus pedidos. Embora estejam em menor número, têm o poder do voto. E são dois votos que podem ser fundamentais em uma eventual votação pela cassação de Gilson de Souza.
A insatisfação dos vereadores foi, inclusive, alvo de críticas do vereador Nirley de Souza (PP), que afirmou que os votos de Claudinei e Palamoni contra o prefeito foram uma “vingancinha” por eles não terem seus projetos, indicações e requerimentos respaldados pelo prefeito.
Ficou decidido, na reunião, que o grupo de comissionados tentará fazer a ponte entre os vereadores e o governo, afim de que os pedidos possam ser atendidos, que a bancada vote com Gilson e seus cargos sejam mantidos. A articulação deverá ser imediata e colocada em prática já nos próximos dias.



