Enquanto o Congresso ainda discute o descrédito da atividade política e a desconfiança popular aos políticos, o PTN (Partido Trabalhista Nacional) vai mudar o nome e reposiciona-se como uma legenda onde quem decide é o cidadão. O novo nome da legenda será apresentado na tarde deste sábado, 10 de dezembro, às 14h, no auditório Elis Regina, Centro de Convenções Anhembi.
Um grupo de lideranças da região da Alta Mogiana vai participar do evento na capital paulista. Em Franca, o partido fez um vereador nas eleições de outubro, o sargento da PM aposentado Della Motta. “O partido está realizando mudanças importantes em todo o país, e o nome acontece nesse momento importante. Várias lideranças vão acompanhar esse processo em São Paulo”, disse o presidente da legenda em Franca, Ronei de Faria.
O primeiro passo é a mudança de nome, deixa de ser Partido Trabalhista Nacional e passa a ser Podemos, que, segundo seus representantes, não atuará como o homônimo espanhol, que se apresenta como oposição ao governo. A escolha do nome vem do desejo da população de fazer parte do processo político e foi inspirado no slogan de Barack Obama na campanha em 2008: yes, we can (sim, podemos). “Nossas bandeiras serão democracia direta, participação e transparência. As causas serão sempre decididas com a população”, explica a deputada federal Renata Abreu, 34 anos, presidente nacional do PTN.
O Podemos surge da iniciativa de um grupo de jovens idealistas em busca um novo sistema político no Brasil, que atravessa forte crise de representatividade política, pautando o noticiário desde os primeiros protestos populares, em 2013, e que teve forte demonstração do descontentamento dos brasileiros nas recém-encerradas eleições municipais, com mais de 30% do eleitorado optando por votos nulos, brancos e por abstenções.



