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Como a iluminação no escritório pode melhorar ou prejudicar a produtividade

A grande responsabilidade do projetista é adequar a luz à forma e à função do ambiente em questão

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O significado de uma iluminação eficaz no local de trabalho ainda é seriamente subestimado por muitas empresas. Mas o que já está comprovado é que o projeto de luz adequado possibilita que as pessoas trabalhem de forma mais eficiente em escritórios e salas de conferência e também faz com que aumentem a concentração e melhorem a motivação. “Um ambiente com iluminação adequada para o trabalho reflete diretamente no rendimento e produtividade dos funcionários, bem como na saúde e bem-estar dos mesmos”, reforça a arquiteta Cibele Costa, acrescentando que uma iluminação insuficiente pode causar problemas de vista, cansaço e péssima qualidade de vida no trabalho.

Segundo especialistas na área, um bom projeto de iluminação de escritórios não é um processo linear e previsível, em que normas e regras se adaptam perfeitamente. Por isso mesmo, a grande responsabilidade do projetista é adequar a luz à forma e à função do espaço, propiciando bem-estar físico e emocional a quem nele atua. “Para elaboração de um projeto, deve ser considerada a área do ambiente, bem como as cores aplicadas nas paredes e tetos, cores de pisos e móveis. Após a definição desses detalhes, podemos calcular a quantidade de luz necessária para criar a condição desejada pelo cliente”, destaca Cibele.

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Ela explica que em ambientes de produção, a iluminação deve ser cuidadosamente estudada através de um projeto de luminotécnica para não se formar sombras, e a iluminação mais indicada para este caso, são as luminárias com lâmpadas fluorescentes (frias) na cor branca, dispostas de maneira homogênea no espaço. Já para ambientes de escritório, geralmente se mescla tipos de luminárias e lâmpadas, de acordo com a ambientação. “Hoje há uma tendência mundial de controle ao desperdício de energia e pensando nesta questão, o emprego de luminárias com lâmpadas LEDs é o grande diferencial”, diz a arquiteta, que completa: “com o passar do tempo será cada vez mais acessível e significa um grande avanço no setor de iluminação. As lâmpadas LEDs estão tomando o mercado como uma solução de durabilidade, economia e sustentabilidade. Daqui a poucos anos não existirão mais lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou dicróicas”.

Cores nas paredes e mobiliário

Dentro do projeto de iluminação, o mínimo de contraste entre a claridade e o que se vê ao redor do escritório proporciona luz suficiente para o plano de trabalho. Para manter a harmonia entre as luminâncias, indica-se usar tonalidades claras na pintura e no mobiliário, o que faz com que se diminua o cansaço visual, uma vez que o olho não precisa se ajustar a diferentes níveis de cores contrastantes. “As cores claras nas paredes e teto influenciam na quantidade necessária de lâmpadas”, salienta Cibele. Por exemplo: numa determinada sala, com cores brancas no teto e parede, seria necessária uma quantidade de lâmpadas com um total de 200W de potência para se ter uma iluminação adequada. Esta mesma sala, porém com cores escuras no teto ou parede, a quantidade de iluminação teria que ser bem maior que 200W para se ter o mesmo resultado.

Como se vê, apesar de ser considerada por muitos como um “detalhe” no projeto de arquitetura e decoração, a iluminação pode se transformar numa faca de dois gumes. Depende da importância que se dá a ela.

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