Primeira refinaria do Brasil, prestes a ser vendida, a unidade tem capacidade de produção de 333 mil barris/dia. (Foto: Saulo Cruz / MME)
A guerra na Ucrânia tem potencial devastador no agronegócio brasileiro, devido à dependência do país de fertilizantes importados. Mas nem sempre foi assim. A Petrobras já chegou a ser a maior produtora de nitrogenados do mundo, mas deixou o negócio para focar em petróleo e gás, em 2018.
A decisão, segundo especialistas, fez parte de um plano de negócios da estatal, a partir de 2016, que previa desinvestimentos em áreas que não eram o principal foco da empresa — petróleo e gás — para reduzir a sua então dívida de US$ 160 bilhões.
— Eles montaram um plano estratégico para alocar capital em áreas prioritárias e onde tinham vantagem comparativa. Saíram de fertilizantes, térmicas, e de exploração de campos de terra e de águas rasas. O objetivo era reduzir a dívida e pagar bons dividendos. Isso levou a empresa a uma situação melhor atualmente — diz Ilan Arbetman, analista de petróleo e gás da Ativa Investimentos.
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