quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 22°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Como serão testes que podem entregar vacina contra Covid-19 em 2021

Dos 9 mil voluntários selecionados para o programa de testes, metade receberá a vacina e a outra, placebo

Compartilhar

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (20) a chegada de 20 mil doses da vacina contra o coronavírus que serão usadas no estudo experimental, comandado no Brasil pelo Instituto Butantan, para testar sua eficácia.

Segundo o ele, os testes começaram já nesta terça-feira (21), no Hospital das Clínicas. Participarão 890 voluntários, todos profissionais da saúde.

“Os pesquisadores do Hospital das Clínicas vão analisar os voluntários em consultas agendadas a cada duas semanas. A estimativa é de concluir todo o estudo da fase três de testes em até 90 dias”, afirmou Doria.

Continua depois da publicidade

O hospital será um dos 12 centros, espalhados nos estados São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e em Brasília, usados pelo Instituto Butantã para o estudo da eficácia da vacina criada pela farmacêutica privada chinesa, a Sinovac.

Os profissionais de saúde participantes receberão material para acompanhamento de possíveis sintomas, com explicações sobre o estudo do qual participam e passo a passo diário dos procedimentos.

Dos 9 mil voluntários selecionados para o programa de testes, metade receberá a vacina e a outra, placebo, explicou Esper Kallas, infectologista do Hospital das Clínicas.

“Nossa ideia é capturar qualquer pessoa que por ventura entre em contato com o vírus e desenvolva sintomas da Covid-19. As pessoas, portanto, para participar, deveriam ser aquelas que estão sob risco de contrair a Covid-19”, afirmou ele, sobre a escolha de selecionar apenas médicos da linha de frente do combate à pandemia.

Kallas explicou ainda que todos os voluntários serão acompanhados por uma equipe de profissionais, em um período de um ano, segundo o plano atual.Presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que está com alta expectativa para a eficácia da vacina.

“[Se ela funcionar], poderemos ter essa vacina disponível para a população já no início do próximo ano. E quando falo disponível, isso quer dizer que no nosso acordo com a Sinovac, nós temos acesso a 120 milhões de doses vacinais, que seria suficiente para vacinarmos 60 milhões de brasileiros”, afirmou.

Kallas disse que, caso outras vacinas venham a ser aprovadas, antes ou depois da Sinovac, elas também poderão ser usadas para o combate à pandemia. 

Disse também que ainda não há previsão para a aplicação das doses na população, uma vez que a eficácia do composto ainda precisa ser comprovada. Só então será definido um plano de ação para a vacinação em massa da população, não só do estado, mas de todo o país.

A vacina da Sinovac, empresa com a qual o governo de São Paulo tem parceria, é apenas uma das muitas em desenvolvimento no mundo.

Um estudo publicado na revista científica Lancet nesta segunda deu indícios de que o composto, criado pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZenac, pode ser eficiente e seguro no combate ao coronavírus.