Já se sabia a fumaça
produzida pelas churrasqueiras contém quantidades consideráveis de
hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), compostos cancerígenos que podem
causar doenças respiratórias e mutações no DNA. Um novo estudo, porém, mostra
que a maior parte dessas substâncias não penetra no organismo dos participantes
do churrasco pelas vias respiratórias, mas através da pele.
A nova pesquisa, publicada
na última quinta-feira, 24 de maio, na revista científica Environmental
Science & Technology, foi coordenada por Eddy Zeng, da Escola de Meio
Ambiente da Universidade de Jinan, na China, e também envolveu cientistas da
Universidade de Pequim, também na China.
De acordo com os cientistas, os HPAs,
produzidos pela queima incompleta de substâncias orgânicas como o carvão, a
lenha e a gasolina, também se formam por meio de uma reação química quando a
fumaça entra em contato com a gordura e as proteínas das carnes assadas
nas temperaturas elevadas da churrasqueira.
Estudos feitos com roedores têm
mostrado que a exposição prolongada aos HPAs está ligada ao risco aumentado de
certos tipos de câncer, incluindo tumores de pele, mama, bexiga, fígado e
próstata. A maior parte das pesquisas já feitas, porém, tinham foco na
exposição aos HPAs pela própria comida e pela fumaça da churrasqueira.




