Apesar do hábito de realizar compras on-line se mostrar bastante comum no Estado de São Paulo, 33% dos residentes não o praticaram, uma proporção constante em relação a 2023.
As principais razões para não aderir ao comércio eletrônico incluem inabilidade para usar a internet, sensação de insegurança e falta de acesso à rede.
A Fundação Seade divulgou estes e outros dados, resultado da pesquisa Hábitos de consumo pela internet 2023-2024, com residentes no Estado de São Paulo, a partir de duas tomadas da pesquisa realizada pela fundação, em 2023 e 2024, por meio de coleta remota, utilizando unidade de resposta audível (URA).
A pesquisa contou com amostras de 4.061 entrevistas (22 a 24 de Fevereiro de 2023) e 14.481 (08 de Janeiro a 21 de março de 2024), compostas exclusivamente por pessoas de 18 anos ou mais.
Dois terços compram online
No Estado de São Paulo, 67% da população fez compras pela internet em 2024, sendo que 56% afirmaram ter efetuado essas aquisições no último mês, sugerindo a consolidação do e-commerce no estado.
A pesquisa revelou que o hábito de comprar pela internet tornou-se mais comum em municípios com até 20 mil habitantes (75%) do que no conjunto do estado (67%) e em cidades com mais de 500 mil residentes (68%).
Esse aumento nas compras online em cidades menores pode sugerir uma mudança de hábitos, com menos deslocamento para compras em cidades maiores e a substituição das lojas físicas pelo e-commerce, especialmente para eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
Desigualdade
A pesquisa também assinala que perdura a desigualdade no hábito de consumir pela internet, maior entre as pessoas de renda e instrução mais altas, em detrimento dos grupos de maior idade, menor instrução e rendimento.
Esses números sugerem que uma ampliação da base de consumidores on-line no estado pressupõe superar barreiras sistêmicas associadas à heterogeneidade do acesso à internet no Brasil, obstáculos relacionados a padrões demográficos e socioeconômicos que impedem o usufruto dos recursos on-line de forma universal.
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