O ex-prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PSDB), pode ter seu planos de mudar de partido e se candidatar a deputado federal frustrados pela Justiça. Ele responde a um processo por improbidade administrativa e, se condenado, pode ter os direitos políticos cassados pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Segundo amigos e apoiadores de Alexandre, ele tem portas abertas para se transferir para o PMDB, já que sua permanência entre os tucanos, que querem inclusive expulsá-lo, é improvável.
O problemas não seria partido, mas sim a validação de sua candidatura pelo TRE. Alexandre responde a processo por improbidade administrativa, movido pelo Ministério Público, que também colocou como réus o ex-secretário de Saúde, José Conrado Dias Netto, Clésio Aparecido de Lima, Alice Amâncio Lima, Clésio Aparecido de Lima ME e Alice Amâncio Lima ME. Eles tiveram os bens bloqueados pela Justiça.
A acusação do Ministério Público pesa sobre a contratação de empresa para prestação de serviço de captura, recolhimento de animais de pequeno e grande porte em vias públicas, manutenção, zeladoria e segurança do canil municipal.
Venceu a empresa Alice Amâncio Lima ME que, embora fosse empresa individual pertencente a Alice Amâncio Lima, era de fato dirigida pelo cônjuge e funcionário da proprietária, Clésio Aparecido de Lima.
A manobra teria sido feita, segundo a Promotoria, porque a empresa Clésio Aparecido de Lima ME, que há anos prestava serviços ao Município de Franca, não poderia contratar com o Poder Público, em razão de débitos fiscais e processos criminais em seu nome e de sua empresa.
Para o MP e o relator do processo no Tribunal de Justiça, há claros indícios quanto a fraude e direcionamento da licitação, para fins de beneficiar a empresa Clésio Aparecido de Lima – ME.



