Em 2017, pelo segundo ano consecutivo, a Arteris, uma das maiores empresas no setor de concessão de rodovias, realizou uma pesquisa nacional para avaliar o comportamento dos motoristas no trânsito. O estudo examinou também as principais justificativas dadas ao admitir um comportamento de risco.
Aspectos com uso de cinto de segurança, dirigir após consumir bebidas alcoólicas, excesso de velocidade e uso do celular ao volante, entre outros, foram abordados pela pesquisa. O único ponto em que a pesquisa apóntou uma melhoria com relação aos dados levantados em 2016 foi com relação ao cumprimento dos limites de velocidade. Em 2017, 50,3% dos motoristas entrevistados declarou obedecer os limites de velocidades estabelecidos, contra 51,3% em 2016.
Mesmo ciente dos riscos e das leis e suas punições, os motoristas imprudentes crêem que desculpas como pressa, falta de atenção, trajetos de curta distância ou até mesmo a confiança de poder guiar após consumir bebida alcoólica podem justificar o comportamento errado no trânsito e que coloca em risco, não só a sua segurança ou mesmo a vida, mas a de outras pessoas também.
Esse tipo de atitude reforça a tese de que é preciso investir, cada vez mais, em ações de sensibilização e de educação para que, de fato, as estatísticas sejam revertidas e a insegurança no trânsito deixe de ser uma das principais preocupações globais da atualidade. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1,25 milhão de pessoas perdem a vida no trânsito, por ano, ao redor do mundo. No Brasil, cerca de 40 mil mortes a cada ano são registradas, conforme dados do Ministério da Saúde.




