
É comum a todos nós, eventualmente, ter dificuldade de lembrar nomes e datas, o que acabamos de ler e onde, ou mesmo o que jantamos ontem. Embora os problemas de memória se tornem mais aparentes na terceira idade, as mudanças graduais na função cognitiva começam décadas antes. O que acontece é que seus efeitos são geralmente mascarados pelo excesso de neurônios e a capacidade cerebral de estabelecer novas conexões ao longo da vida.
A Associação Americana de Aposentados (AARP, na sigla em inglês) escreveu: “Cerca de 30% dos adultos mais velhos saudáveis têm dificuldade em recordar fatos, pessoas, lugares e outras informações diárias, mas há também um número significativo de octogenários que tem um desempenho tão bom quanto o grupo de pessoas na faixa dos 30 anos nos testes de memória”.
– O cérebro mais velho é capaz de fazer mudanças para se adaptar. Certas regiões, inclusive, operam de forma um pouquinho diferente e podem ser melhores do que as do mais jovem – afirma Molly V. Wagster, chefe do Departamento de Neurociências do Instituto Nacional do Envelhecimento.




