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Conjuntivite primaveril: entenda porque a estação pede cuidado com os olhos

Conjuntivite primaveril é diferente da variação viral da doença, que é altamente contagiosa

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A primavera também é a época mais propícia às alergias respiratórias, de pele e oculares

 

A chegada da primavera marca a época das flores e, consequentemente, das alergias. Com a polinização em alta, muitas pessoas podem sofrer com crises alérgicas respiratórias, cutâneas e até mesmo oculares.

Ainda que olhos vermelhos, coçando e com secreção sejam comumente associados às conjuntivites virais — e altamente contagiosas —, é preciso ficar atenta à variação desta doença típica da estação, que resulta de um processo alérgico sem risco de contágio.

“A ceratoconjuntivite primaveril é uma inflamação na conjuntiva causada por uma reação de hipersensibilidade e costuma ser mais grave do que outras alergias oculares pelo possível comprometimento da córnea, podendo comprometer a visão”, explica a oftalmologista Maria Carolina Gomides.

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Segundo a especialista, crianças entre 6 e 7 anos, moradores de regiões quentes e portadores de atopia são mais suscetíveis a apresentar a patologia.

Além disso, ela destaca os principais sintomas, que se assemelham aos do quadro viral: “Sempre há coceira, vermelhidão, olhos inchados, secreção na mucosa, lacrimejamento e fotofobia (desconforto na presença de luz). Em casos mais graves, lesões na córnea podem estar presentes”, lista.

Carolina ressalta a importância de manter-se longe dos alérgenos, uma vez que a conjuntivite primaveril é uma reação de hipersensibilidade do organismo a eles.

Portanto, a médica orienta se livrar de cortinas, carpetes, almofadas e bichos de pelúcia, e priorizar o pano úmido para limpar a casa em vez da vassoura em todas as estações.

Porém, a primavera traz consigo um agente perigoso no desencadeamento e agravamento do quadro: o pólen.

“Nesse caso, é essencial evitar ao máximo contato com pó, pólen e mofo. Isso ajudará a evitar a crise alérgica e, consequentemente, a alergia ocular, que pode lesionar a córnea”, adverte a oftalmologista.

Tratando a conjuntivite de primavera

De acordo com Carolina, o tratamento deve ser feito conforme o tipo de alergia, mas não coçar os olhos é fundamental em qualquer caso, além de adotar medidas que evitem sequelas.

“Caso já tenha alguma condição alérgica, como rinite, asma ou bronquite, por exemplo, e apresente coceira e olhos vermelhos, procure imediatamente um especialista a fim de impedir complicações”, aconselha.

Cuidados básicos em qualquer estação

Segundo o oftalmologista Hallim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), os cuidados preventivos com a saúde ocular devem ser mantidos durante o ano todo, independentemente da estação.

Afinal, as conjuntivites também podem ser virais e bacterianas, além das alérgicas, e estas medidas simples podem ajudar a evitar todos os tipos.

“As conjuntivites virais acontecem mais no inverno, pois muitos dos vírus que causam doenças respiratórias também levam à doença. As de origem alérgica, por sua vez, aparecem na estação fria, devido ao tempo seco, e na primavera por causa do pólen das flores”, explica o médico.

Por essa razão, Hallim elencou alguns passos para evitar o surgimento e amenizar os sintomas das conjuntivites, lembrando que cada caso deve ser avaliado por um oftalmologista, pois requer medicação específica para sua causa.

Veja:

Evitando: não coloque as mãos nos olhos antes de lavá-las, não use maquiagens de outras pessoas nem empreste as suas e não compartilhe itens como toalhas, travesseiros, lenços de pano.

Cuidando: lave o rosto e os olhos com água mineral ou filtrada fria, use colírios lubrificantes sem conservantes e faça compressas frias na região com materiais descartáveis e água filtrada ou mineral fria.

*Informações Alto Astral