
Com a abertura de 46 novas vagas de trabalho com carteira assinada em abril, o setor da Construção Civil mostrou recuperação em relação às quedas constantes de 2015.
Entretanto, os números de abril ainda não sinalizam que a área, que é um verdadeiro termômetro da economia, tenha iniciado a retomada do crescimento.
Em abril foram 156 admissões, mas houve o desligamento de 110 trabalhadores, o que dá o saldo negativo de 46 postos de trabalho criados.
A cidade de Franca tem 944 estabelecimentos que empregam pessoas com carteira assinada, nos chamados empregos formais. Em janeiro, estavam trabalhando no setor, em Franca, 3.407 operários.

A Construção vinha num ritmo que a transformava num dos mais prejudicados com a recessão econômica, com comportamento inverso em relação ao que ocorre nas fábricas de sapato que têm mantido a economia de Franca em pé.
Com a redução de contratações, a Construção Civil, na realidade é um reflexo do comportamento da economia, que acaba por resultar em queda de produtividade econômica também em outros setores.
Acabam prejudicadas, por exemplo, as compras de materiais de construção e de acabamento, resultando também na queda de contratação de serviços, como instalações e aquisição de serviços públicos, como água, esgoto, energia elétrica, gás, telefonia e telecomunicações (tv a cabo, por exemplo).
A queda na construção civil é um sintoma crônico, por assim dizer, já que sua queda, além de vertiginosa, como mostram os números, também vinha constante desde 2015, adentrando também nos primeiros quatro meses do ano.
Tanto é que, apesar do saldo positivo de 46 vagas em abri, neste primeiro quadrimestre de 2016, o setor contratou 840 pessoas, mas em contrapartida demitiu 909, com um saldo negativo de 69 vagas.

De abril de 2015 a abril de 2016 a Construção Civil eliminou 343 vagas de trabalho, ou seja, demitiu esta quantidade de funcionários, mas não os repôs no período dos últimos 12 meses.
De abril a abril, foram 2.823 contratações no setor, mas em contrapartida foram desligados 3.166 trabalhadores.

Abril, com suas 46 vagas positivas é um alento de que a economia está realmente entrando num período de recuperação. Até porque, o ponto forte da economia francana – a indústria calçadista – tem mostrado bom comportamento, já tendo criado em 2016, 4.826 novas vagas, sendo que só em abril foram 465 novos postos de trabalho formal na cidade.



