Consumidores brasileiros pagaram 6 bilhões de reais pela energia elétrica no ano de 2015: para suprir a escassez de água, hidrelétricas usam usinas termelétricas para completar a geração de eletricidade e tornam conta de luz 30% mais cara em média. Larissa Rodrigues, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, nos informa que além de tornar a conta de luz que pagamos mais cara, a estrutura energética brasileira, que usa a eletricidade que é produzida por hidrelétricas e reforça o sistema, já deficiente, com as termelétricas, causou nos últimos 3 anos uma aumento de 25% nas emissões de gases de efeito estufa (CO2), ou seja, por falta de uma alternativa ecológica na geração de eletricidade, quem paga o pato e as contas altas são os consumidores brasileiros (também a indústria e o comércio), prejudicando a economia do país, agravando a sua crise, e além disso, poluindo cada vez mais nossa atmosfera, a dano da saúde do ambiente e da população. As usinas termelétricas, movidas a óleo combustível e diesel são as mais caras do sistema elétrico nacional, se todas fossem desligadas (e o Brasil usasse as eólicas e solares para complementar o sistema elétrico), isso economizaria R$ 1,4 bilhão por mês. Mas as termelétricas e mais as térmicas a gás, a biomassa, a carvão e as usinas nucleares continuam ligadas embora sejam todas ambientalmente prejudiciais: o sistema de geração de eletricidade do Brasil pode ser chamado de hidrotérmico, ou seja, a geração por meio de hidrelétricas sendo que as térmicas movidas a gás natural, óleo diesel, carvão ou biomassa servem para complementar a demanda de energia. Quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está muito baixo, o Governo aciona mais termelétricas para garantir que não falte eletricidade no país. E essa energia é mais cara e mais poluente. Mais de 60 milhões de residências brasileiras estão incluídas nesse sistema. Há também comércios, indústrias e outros consumidores que fazem parte desta estrutura energética. Por isso, o valor destinado à conta tarifária ultrapassa os R$ 6 bilhões que saem das nossas casas, ou melhor, de nossos bolsos. Além de tornar nossa conta de luz mais cara, o acionamento das termelétricas, causou nos últimos três anos um aumento de 25% nas emissões de gases de efeito estufa (CO2), o que só aumenta o desequilibra o meio ambiente, podendo nos próximos anos causar um caos socioambiental maior ainda no Brasil. E tudo isso é o resultado de um modelo baseado na geração de eletricidade por hidrelétricas e usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis. É mais do que urgente que o Brasil tenha uma matriz energética diversificada, contando com a energia do sol e dos ventos, uma tecnologia hoje totalmente desenvolvida, energias limpas e competitivas que avançarão também em qualidade (sem apagões) o mercado de eletricidade no país. carecendo ainda de mais incentivos do Governo para assim mais rapidamente o país driblar a crise econômica atual e criar o nosso futuro sustentável, harmonizando ecologia com economia, a bem de todos e de tudo por aqui.

Ao invés de energias limpas o Brasil opta pelas termelétricas mais caras e mais poluentes




