Já escutou a frase que diz que “os que dormem no mesmo colchão terminam na mesma condição”? Pois ela é certa também no caso dos animais de estimação, embora estes nem sempre durmam na cama com seus donos – bom, em muitas casas, sim, eles dormem.
O fato é que a convivência faz com que os animais desenvolvam semelhanças com seus donos. “Nossos animais de estimação têm uma capacidade de adaptação incrível e por isso se contagiam de nossos hábitos. Sem contar que, de maneira instintiva escolhemos animais com características compatíveis com as nossas e, por isso, ao lado de uma pessoa nervosa, costuma haver um cachorro agitado, ou ao contrário, um cão tranquilo convive com um dono calmo”, explica Cilene Castro, psicóloga especializada em terapias com animais.
Mas essa decisão inicial não é o único motivo pelo qual pessoas e cães são parecidos. Também pesa a capacidade de imitação do animal de estimação. “A adaptação ao ambiente é a chave para a sobrevivência de um animal; e os que dependem dos indivíduos para satisfazer suas necessidades – alimento, abrigo e carinho – e vivem em grupo, exploram a fundo suas habilidades instintivas e sociais para sentir empatia e agradar seus donos”, completa.
A psicóloga diz que, na realidade, pessoas e animais são muito semelhantes. E esse mimetismo produzido entre cachorros e seres humanos que convivem é comparável ao que acontece com os casais, que acabam por se tornar parecidos no caráter e forma de atuar. Pesquisa realizada pela Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, indica que os cachorros imitam as atitudes de seus donos e guardam as informações para repetições futuras.




