Nada como um dia após o outro. Por isso, este dia 2 de dezembro de 2015 ficará marcado pra sempre na memória dos palmeirenses. Uma final épica, dramática e digna das tradições de Palmeiras e Santos. O Peixe foi apontado como favorito por ter jogadores mais velozes e técnicos e poderia ter selado a sorte da competição no duelo de ida. Mas não o fez. Dito e feito. A trupe do contestado Marcelo Oliveira entrou mordida, focada e fez seguramente uma das melhores partidas da temporada. Jogando com calma, marcando bem o oponente e sendo fria e calculista nos momentos cruciais. Chegou a abrir 2 a 0 com um dos heróis da partida (Dudu), o que era suficiente para garantir o título no tempo normal. Mas numa cobrança de escanteio, o esperto artilheiro Ricardo Oliveira aproveitando vacilo da zaga palmeirense tratou de devolver esperança aos santistas. E por ironia do destino, a competição foi decidida nos pênaltis a exemplo do Estadual. Um clima de tensão, agonia tomou conta do Allianz Parque. Notava-se no semblante dos atletas de ambos os times um ar de cansaço, tanto é que alguns saíram contundidos. Mas foi aí que entrou em cena outro personagem: Prass (defendeu o pênalti de Gustavo Henrique) e marcou o gol da conquista, levando à loucura os 40 mil palestrinos presentes no bonito estádio. A bem da verdade, por tudo que passou nos anos anteriores, o Alviverde mereceu o título tornando-se o maior vencedor de torneios nacionais. Na hora em que mais precisava, os jogadores justificaram o hino do clube e resgataram o orgulho de uma equipe ferida e com complexo de inferioridade nos últimos anos. Parabéns, Palestra! Uma conquista Prass sempre. Tricampeão da Copa do Brasil (98,2012 e 2015). Palmas para o Santos, que também fez bonito…
*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.



