De janeiro a julho, o país vendeu ao mercado externo um total de 89,7 milhões de metros quadrados de couros
Exportando entre 70% e 80% de sua produção de mais de 40 milhões de peles todos os anos, a indústria de couros brasileira está com resultados inversos aos registrados pelas calçadistas e empresas de componentes e químicos.
Diferentemente dos outros setores da cadeia, os curtumes registraram dificuldades também ao longo de 2022, em função das restrições ainda vigentes àquela época sobre a pandemia na Ásia e com o conflito Ucrânia e Rússia, ainda em andamento.
“A indústria brasileira de couros teve avanços importantes em 2022, apesar dos grandes desafios relacionados ao mercado e à situação econômica e política global, especialmente na Ásia e na Europa, onde grandes clientes do nosso material estão. Em números, as exportações de couros do Brasil, em 2022, chegaram a US$ 1,22 bilhão, o que representou uma redução de 13,8% sobre 2021”, conta o gestor de Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Rogério Cunha.
Segundo Cunha, a economia internacional influencia de sobremaneira a indústria de couros do Brasil, não só por serem as exportações o principal destino do couro brasileiro, mas também pelo fluxo e valor de insumos consumidos pela produção.




