As redes sociais tornaram-se o local em que amigos e figuras públicas mostram, além de ideias e posicionamentos, sua vida íntima. A crítica mais ferrenha às elas decorre de uma falta de “verdade” demonstrada nas postagens. Muitos ainda não compreendem que há uma “edição” da realidade, e se sentem decepcionados com a própria vida, supostamente, menos interessante que a de sua rede de contatos.
A verdade é que essa versão revela apenas uma parte do todo ou pinta os acontecimentos com cores mais vivas. Por isso, imergir neste tipo de ambiente virtual pode levar à frustração e a todo tipo de sentimento negativo. Em alguns casos, até mesmo a um quadro clínico de depressão.
Há estudos científicos que comprovam o poder das redes sociais na diminuição da felicidade pessoal. Uma equipe do departamento de psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, analisou as experiências de 143 estudantes, de 18 a 22 anos, com as três plataformas mais populares entre os alunos da graduação: Facebook, Snapchat e Instagram. Os resultados apontaram que, quem ficou nas redes por mais tempo, teve aumento significativo na sensação de solidão.




