Bebida e volante. Essa mistura, apesar de poder ser fatal, não intimida muitos motoristas francanos, que insistem em dirigir embriagados. E os dados comprovam isso. De acordo com dados da Polícia Militar, até julho deste ano, foram 1.355 autuações, entre os que fizeram o teste do bafômetro e as recusas. São motoristas de todas as idades e classes sociais. Esse volume é responsável por gerar cerca de R$ 4 milhões ao Estado de São Paulo, em razão do pagamento da multa no valor de R$ 2.934,70. Além disso, o documento de habilitação é recolhido e o veículo retido, de acordo com o inciso 4º do artigo 270 da Lei nº 9.503 do Código de Trânsito Brasileiro.
No ano passado, Franca registrou 1.031 autuações por embriaguez e recusa. O aumento das infrações tem preocupado as autoridades que fazem ações permanentes de conscientização no trânsito. Isto porque demonstra que, apesar de todo o trabalho de orientação, muitos motoristas ainda insistir em dirigir após ingerir bebida alcoólica. E isso fica claro nos números de acidentes. Só nos primeiros meses deste ano, Franca registrou mais de 30 mortes no trânsito. E essas ocorrências não param de crescer, mesmo quando não há vítimas. “A gente vive uma calamidade no país”, ressalta o presidente do Detran, Maxwell Vieira. O consumo de bebidas alcoólicas e a imprudência são os fatores que, de acordo com o presidente do departamento, causam a maior parte das fatalidades: “90% dos acidentes fatais são decorrentes de falhas humanas”, acrescenta.
O balanço da lei
Em 10 anos de aplicação da Lei Seca, quase 245 mil motoristas foram autuados no estado de São Paulo por beber e dirigir. O balanço divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) mostra ainda que número de sanções e de operações de fiscalização foram crescendo significativamente ao longo dos anos. Com 28,4 milhões de veículos, o estado tem a maior frota do país, representando 28,9% do total. Somente na cidade de São Paulo são 8,1 milhões.
Em 2009, segundo ano de aplicação da lei, foram 21,6 mil autuações e chegou a 45 mil em 2016. O programa Direção Segura, criado para fiscalizar o cumprimento da lei, fez, em 2017, 280 operações que inspecionaram 78 mil caminhões, motos e automóveis.




