O Brasil fechou mais de 530 mil vagas de empregos formais no primeiro semestre deste ano. Na média, foram dispensados 2.944 trabalhadores com carteira assinada por dia.
Em Minas, no mesmo período, as demissões superaram as contratações em 6.436 vagas. Mas em meio ao mar de desemprego, ainda existem algumas poucas cidades que representam ilhas de oportunidades, principalmente no agronegócio e na indústria de calçados.
Os empregos ofertados não são de grande qualidade, mas ao menos apontam para um dinamismo de economias locais que caminham na contramão da crise.
Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, de janeiro a junho deste ano o setor agropecuário criou 50.118 vagas (admissões menos demissões).
O montante é quase dez vezes maior que o de ensino, que aparece na segunda colocação, com 5.675 postos de trabalho criados. Em seguida, está a indústria calçadista, com saldo de 4.262 contratações.
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CAGED CALÇADOS |
NOVA SERRANA |
FRANCA |
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Contratações (semestre) |
8.413 |
10.178 |
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Demissões (semestre) |
5.320 |
6.010 |
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Saldo (semestre) |
3.093 |
4.779 |
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Campeã
Maior polo de fabricantes de calçados de Minas, Nova Serrana, no Centro-Oeste do Estado, abriu 3.271 de janeiro a junho deste ano, o que deu à cidade o título de maior geradora de vagas no período, em Minas.
Segundo o empresário e dono da Cromic, Júnior César Silva, que já ocupou o cargo de presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), a mudança no portfólio tem ajudado a alavancar as vendas e, consequentemente, as contratações.
“Durante muitos anos, nosso forte eram tênis esportivos. Hoje, a produção é muito mais voltada para calçados femininos”, afirma. Silva diz ainda que, normalmente, as fábricas da cidade concedem férias coletivas em dezembro e janeiro, quando também acontecem demissões. A partir de março, a produção esquenta e há retomada nas contratações.
“A situação está melhorando. Como a maioria das empresas fabrica calçados populares, acabamos ganhando mercado em tempos de crise”, diz. O município abriga cerca de 800 fábricas de calçados.
Aproximadamente 90 milhões de pares são produzidos anualmente, com geração de 20 mil empregos diretos e outros 22 mil indiretos.
Em atividade desde 1993, a Cromic contratou apenas em julho 20 funcionários. E o proprietário diz que mais 15 trabalhadores devem ser admitidos no próximo mês, totalizando um quadro de 115 colaboradores.
“No primeiro semestre deste ano, tivemos um aumento de 20% no faturamento. Deixamos de produzir calçados esportivos para focar no público feminino. E no inverno temos as botas, o produto de maior valor”, diz Silva.
(Com informações do Jornal Hoje em Dia)




