
Todo mundo sabe que, em tempos de crise, a capacidade de controlar as despesas e gerar novas receitas é decisiva para conservar a saúde financeira e o patrimônio familiar, além de manter equilibrado o orçamento empresarial a fim de evitar demissões, redução de custos e dívidas. Por isso, é necessário mudar alguns hábitos enquanto há tempo, para que os impactos da crise sejam os menores possíveis.
Em casa, por exemplo, a docente da área de gestão e negócios do Senac Franca, Angela Cristina Basílio de Freitas, sugere o envolvimento de todos, que devem contribuir a partir de pequenas atitudes. Entre as principais práticas, constam: supermercado – pesquisar preços, aproveitar ofertas e liquidações, comprando somente o necessário e evitando gastos supérfluos. “Para isso, faça uma lista apenas com os itens que sejam essenciais. Comprar em pequenas quantidades também evita o desperdício”, orienta; redução de despesas (água, luz, telefone, internet, gás) – reutilizar a água do tanque ou da máquina para a limpeza da casa; armazenar água da chuva – desde que em local tampado e com o uso de cloro, para evitar a proliferação do Aedes aegypti; não utilizar o tanque ou a máquina para lavar pequenas quantidades de peças de roupas, deixar acumular, pois isso resultará em redução de gastos nas contas de água e luz; evitar deixar ligados equipamentos eletrônicos quando estiver fora de casa ou não estiver usando os mesmos, como micro-ondas, televisão e computador; não se esquecer de apagar as luzes quando não tiver ninguém no cômodo da casa; alterar planos de telefone e internet para os mais econômicos e, de preferência, com controle, ou seja, ao atingir o limite, o mesmo será interrompido.
No âmbito empresarial, para reduzir custos e evitar demissões, a profissional pontua as seguintes alternativas: reduzir a jornada de trabalho diária dos funcionários por meio de acordo firmado e homologado com os sindicatos das categorias dos empregados e empregadores; reduzir os custos com energia elétrica; e reduzir os estoques e aumentar o giro. “Essa última prática é sempre favorável para eficiência financeira da empresa, principalmente para torná-la rentável”, diz Angela.




